A primeira etapa é entender que ser Digital não significa digitalizar processos ou apenas posicionar a empresa no meio on-line. Sairá na frente quem souber criar uma nova plataforma digital que esteja alinhada à estratégia de negócio da empresa, extraindo assim valor das informações para transformá-las em ideias que vão impactar na melhoria do negócio. Tendo vencido esta etapa, é necessário ter um propósito, ou seja, é necessário traçar uma estratégia para guiar a captação da informação.
Na terceira etapa, entram as plataformas analíticas, que é o ambiente que consumimos as informações, que viabilizam o acesso ao big data e permitem a análise, em tempo real, dos dados que vão promover a inteligência de um determinado processo. Como consequência, o ambiente se torna vivo, pois, após termos os primeiros resultados, seguramente se abrem novas portas de análise para a retroalimentação dessa plataforma.
Uma seguradora, por exemplo, pode cruzar dados de um sinistro com os dados da rede social do usuário para identificar a possibilidade do uso do celular como umas das causas da ocorrência. Ou, via IoT, a qual se utiliza dispositivos que coletam informações sobre usabilidade do veículo, como quilômetros rodados, rotas, velocidade e abastecimentos. É possível traçar um perfil mais correto sobre o condutor, possibilitando desenhar o melhor pacote de serviços de uma determinada seguradora de acordo com o perfil real do condutor.
Aqui, fica claro que o uso do big data não é a coleta de informações para analisá-las e difundi-las em rede social. O foco é justamente o contrário: cria-se um objetivo, lança-se uma campanha e, a partir daí, é que se inicia a coleta de informações que envolvem o comportamento e a percepção do impacto gerado nos canais, permitindo aproveitar ao máximo os dados para a tomada de decisão.
A massa de dados, quando bem utilizada, permite inúmeras ações, como a retenção e fidelização de clientes por meio de ofertas e produtos de acordo com o perfil, medida que consequentemente muda a forma até mesmo da concorrência atuar.
Em outras palavras, para o big data decolar falta a percepção de que a função da tecnologia é fornecer às empresas a extração do real valor da informação para o negócio, estabelecendo uma nova camada de relacionamento com o cliente. A informação por si só não fornece inteligência de negócios. É preciso acessá-la de acordo com um plano previamente estabelecido. Só assim os usuários poderão tirar o máximo de proveito dos dados, alcançando um diferencial competitivo.
*Eduardo Pugliesi é diretor de Inovação e de Business Intelligence da Sonda
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