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BI é a segunda ferramenta mais usada para prevenir perdas no varejo

O varejo brasileiro tem adotado tecnologias para otimizar ganhos, mas também reduzir perdas. Segundo a 5ª Pesquisa Abrappe de Perdas no Varejo Brasileiro, realizada pela Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe) em parceria com a KPMG, o índice geral de perdas caiu pelo terceiro ano consecutivo no varejo.

O índice geral de perdas caiu para 1,21%, totalizando pouco mais de R$ 24 bilhões. Em 2020 ele havia sido de 1,33% e um ano antes, a média foi de 1,36%. As principais causas das perdas foram as quebras operacionais, com 38,76%, à frente de furtos (internos e externos), que somam 28,21%.

Leia mais: Análise de dados é desafio – e diferencial – no varejo global

O BI (Business Intelligence), é, de acordo com a pesquisa, a segunda ferramenta mais usada para otimizar as perdas e ampliar a rentabilidade nos negócios. Dos entrevistados, 70% afirmaram recorrer à tecnologia em questão.

A solução mais utilizada, por 96,25%, são os Circuitos Fechados de TV (CFTVs). Outras soluções também são populares, entre elas alarmes de presença (68,22%), ckecklist web (63,55%), antenas antifurto (57,94%) e controles de acesso (55,14%).

“Hoje a tecnologia é fundamental não só para prevenir, mas para potencializar as vendas por meio da exposição segura dos produtos, além de entregar dados essenciais para o fomento de campanhas para os clientes”, diz Hailton Santos, diretor Comercial da Gunnebo Cash Management, empresa de desenvolvimento de soluções para bancos e varejo. A exposição de aparelhos eletroeletrônicos, como celulares, por meio de cadeados eletrônicos (utilizados por 26,17% dos varejistas), lembra Santos, pode aumentar as vendas em até 30%.

Santos destaca que a tecnologia de prevenção de perdas, atuando de maneira integrada, gera mais segurança às operações, reduz custos, aumenta produtividade, melhora processos e, consequentemente, amplia as margens de lucro do varejista, atualmente na faixa média dos 2%.

Prevenção de perdas

Na comparação dos 12 setores pesquisados, o de supermercados, com 2,15%, é, de longe, aquele com os maiores índices de perdas do varejo, segundo a pesquisa.

Desse total, 1,43% são oriundas de quebras operacionais e 0,72% de perdas desconhecidas, especialmente furtos. As perdas no varejo de artigos esportivos saíram de 0,99% para 1,12%, no de magazines saltaram de 0,91% para 0,94% e no de eletromóveis foram de 0,11% para 0,26%.

A cultura da prevenção de perdas, lembra Hailton Santos, deve estar cada vez mais presente nas empresas e uma área próxima ao board da companhia. E isso, de certa forma, já tem ocorrido. A Pesquisa Abrappe aponta que em 40,44% das empresas participantes do estudo a área de prevenção de perdas responde diretamente à diretoria e 14,71% à presidência.

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