O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) destacaram a segurança como fator fundamental para a migração para o software livre, durante o Fórum Internacional Software Livre (FISL), que acontece de 12 a 14 de abril, em Porto Alegre (RS). O Banco do Brasil, por exemplo, obteve desde 2000, quando iniciou a implantação de software de código aberto em seus sistemas, uma economia de cerca de R$ 50 milhões. No entanto, segundo o gerente do Núcleo de Software Livre do BB, Vilson Carlos Pastro, a economia é mais um dos resultados da implantação dos programas de código aberto, mas não é o principal. “Para um banco, é importante, vital, ter segurança. Imagine se o sistema do Banco do Brasil fica fora do ar por um dia, qual o tamanho do prejuízo. E qual seria a desconfiança dos investidores”. Outro banco que optou pelo software livre desde 2003, quando iniciou a migração – e que economizou R$ 60 milhões por isso – foi a Caixa. A vice-presidente de tecnologia da CEF, Clarice Copete, diz que “se não tivesse um custo-benefício alto, ninguém escolhia o software livre”. De 65 mil terminais internos de atendimento, o banco migrou 45 mil deles para programas de código aberto.Como a Caixa foi pioneira no desenvolvimento de um sistema que une apostas lotéricas e serviços bancários, o programa se tornou alvo de interesse internacional, especialmente por conta da segurança contra fraudes. “Chile, Panamá, República Dominicana, Israel e Índia já vieram nos visitar para conhecer o sistema”, conta.Uma questão que por algum tempo atrasou a opção de transferir para os programas livres os sistemas dos dois bancos foi a facilidade de se conseguir suporte técnico. Pastro, do BB, lembra que “agora já existe muito suporte especializado”. Na Caixa, Copete conta que, atualmente, o preço por hora que pagam pelo suporte técnico em sistemas antigos é até maior, em alguns casos, do que para os novos sistemas em software livre.*Com informações da Agência Brasil
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