Como era se esperar, a oferta de banda larga pela rede elétrica em São Paulo, que será feita pela AES Eletropaulo Telecom, e em Curitiba, feita pela Copel, não são fatos isolados.
A guinada rumo ao PLC depende também do modem. Não é possível imaginar consumidores adotando a tecnologia se o preço não for acessível – hoje, importado, este aparelho custa em torno de 400 a 500 reais.
A Universidade Federal de Juiz de Fora está desenvolvendo um modem nacional com preço de 100 reais e com velocidade atual de 500 MB na camada física.
“A idéia é que seja barato. Queremos uma solução com qualidade, feita em território brasileiro, que facilite a popularização”, conta Moises Ribeiro, coordenador do projeto. Ele acrescenta que a velocidade do modem pode “facilmente” subir para 700 a 750 MB na camada física.
Com a produção nacional de modem, a oferta de banda larga pela rede elétrica poderá ter valores mais acessíveis do que as tecnologias de TV a cabo e ADSL.
Para o projeto, a universidade recebeu pouco mais de 1 milhão de dólares da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e parceria de empresas privadas. A produção em escala, relata, deve começar a acontecer em 2010.
O professor Ribeiro destaca que o modem vai funcionar tanto para indoor quanto outdoor. “O seu acoplamento permite isso”, disse. Ele destacou também que “haverá dispositivos para transportar os sinais de ambientes indoor para outdoor”.
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