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Bancos já testam alertas via redes sociais

Muitos bancos têm investido em formas de alertar sobre transações financeiras de seus clientes, seja uma compra com cartão de crédito, saques na conta corrente ou depósitos. O serviço mais comum, até então, tem sido o envio de SMS e, em alguns casos, uma ligação para confirmar determinada operação. Contudo, com a popularização das redes sociais e o uso dessas plataformas para diversas funcionalidades, o foco tem migrado e já existem instituições no Brasil testando alertas desse tipo via redes sociais como Facebook e Twitter.

Mário Malagutti, diretor de tecnologia da Fóton Informática, que apresentou a tecnologia no Ciab 2011, em São Paulo, explica que os clientes que testam neste momento o produto da companhia que permite esse tipo de alerta social o fazem internamente com funcionários. Ele acredita que, até o final do ano, ao menos três bancos devem usar este meio comercialmente. O processo é bastante similar ao SMS, mas com algumas preocupações para que as informações não fiquem públicas.

No caso do Twitter, todo alerta é enviado por Direct Message e, para ter acesso ao serviço, o cliente deve seguir o banco na rede social. No Facebook, o aviso vem pelo chat. ?Quanto custa postar ou enviar uma mensagem dessa, virtualmente zero. Para um banco isso é zero, não tem nem o custo dos N centavos (dos SMSs)? comenta Malagutti ao falar sobre alguns benefícios do produto.

O executivo sabe que os bancos demandam muito mais que alertas quando o assunto é interação em rede social, mas avisa que ainda há aspectos de segurança que impedem um investimento maior em uma aplicação mais complexa de uma instituição financeira dentro do Facebook. ?Ao colocar uma aplicação no Facebook, como as pessoas sabem que estão no ambiente bancário e não em um vulnerável??, questiona.

Malagutti frisa que, com um serviço como o MyBank (nome do produto que, com a atualização, traz o alerta social), os bancos ampliam o atendimento, agregam valor ao serviço e ainda têm a possibilidade de checar veracidade das informações, isso porque, se o cliente desconhecer a transação, entrará em contato automaticamente com a instituição. O gerente lembra, ainda, que as mensagens são unidirecionais, não tem inputs, assim, se houver problemas, os clientes entrarão em contato via serviço de atendimento ao consumidor.

Quando questionado sobre as maiores dúvidas dos gestores de TI dos bancos para adoção de uma solução essa, Malagutti elenca: como garantir que informação chegará apenas ao cliente e qual o tempo de implantação. O executivo frisa que se o banco já usar as versões anteriores do MyBank, em menos de um mês o serviço estará disponibilizado.

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