Os temas segurança da informação e mobilidade caminham lado a lado no mundo corporativo. Diversos estudos, como o ?Antes da TI, a Estratégia?, produzido pela IT Mídia, em parceria com o consultor de TI Sérgio Lozinsky, mostram isso. No último relatório, CIOs das mil maiores empresas do País apontaram os dois itens como prioridade de investimento. E não existe nenhuma coincidência nisso. O aumento da demanda por mobilidade faz crescer o risco de vazamento de informação, seja por invasão dos sistemas móveis ou até pela perda do aparelho. E é nessa frente que a BlackBerry apostas suas fichas no País.
Em conversa com a IW Brasil, o diretor-geral da subsidiária brasileira, João Stricker, explicou que a companhia trabalhará fortemente indústrias com mercado mais regulado, como financeira, saúde, incorporadoras e até governo. A estratégia está muito em linha com o trabalho global. No Estados Unidos e na Alemanha, por exemplo, a fabricante tem tido êxito em vendas para instituições governamentais. ?Existe um movimento forte de mobilização da força de trabalho. Alguns mercados são mais maduros e fazem isso com segurança. Outros, na velocidade, esquecem desse item. Tem que ser ágil, mas com segurança.?
Com essa afirmação, Stricker aponta o discurso que a companhia preparou para abordar os CIOs no Brasil. Obviamente, ele reconhece que em setores fortemente regulamentados, como finanças, saúde e telecom, não existe a necessidade de um forte processo de convencimento para iniciar um projeto de mobilidade, com o pessoal de segurança envolvido. O trabalho, nesse caso, será o de mostrar o potencial das ferramentas BlackBerry, seja enquanto dispositivo ou mesmo na plataforma de gestão de dispositivos móveis (MDM, da sigla em inglês).
O executivo entende ter vantagem sobre os concorrentes por ter a segurança embutida nos produtos da companhia desde o seu início. Quem não se lembra, por exemplo, do uso massivo de BlackBerry em países onde o governo monitorava as comunicações apenas pelo fato de o BBM, ferramenta de comunicação da fabricante, ter suas mensagens criptografadas? E o bom desempenho com alguns governos ? ele garante que bons projetos devem ser revelados em breve no Brasil ? também está relacionado a este fato. ?A Angela Merkel está usando Z10?, exemplifica Stricker.
Além disso, ele reforça que a plataforma de MDM permite gestão de dispositivos iOS e Android. ?A indústria mais preocupada com segurança fecha projetos com aparelhos BlackBerry e com a plataforma de MDM BES, mas essas empresas também não podem se esquivar do movimento de BYOD?, alerta. E enfatiza: ?A BlackBerry é a única com foco em MDM. Existem várias empresas que comercializam por aqui, mas sem presença e suporte, e isso nos dá vantagem também. Além disso, para os interessados, temos a solução end-to-end. Outro ponto é que muitas dessas soluções concorrentes estão apenas na nuvem, e as grandes corporações preferem o modelo on-premise.?
Questionado se o modelo em nuvem, no médio prazo, não pode se sobressair ao tradicional e até atrapalhar a estratégia da empresa, Stricker revelou que já existe um piloto em andamento para rodar o BES em cloud, mas ele acredita que este modelo deverá ser atrativo para empresas de menor porte.
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