Até 2020 não se discutirá mais a integração social da corporação: toda aplicação será social. A previsão é do vice-presidente de Soluções Corporativas de Software da empresa de pesquisa IDC, Michael Fauscette, que fez uma apresentação na terça-feira (17/01), durante o Lotusphere 2012, encontro da IBM realizado em Orlando (Flórida, EUA).
Apenas a título de contexto, para quem chegou ao tema somente agora: social business é um conceito que se forma com a introdução cada vez mais forte das mídias sociais dentro da organização. A criação colaborativa, descentralização de conhecimento e compartilhamento de dados e dicas – hábitos que ficam cada vez mais instintivos por conta do uso de redes de relacionamento online –, mudaram, para sempre, a forma como as companhias e pessoas lidam com a execução de tarefas e desenho de projetos.
Pegando embalo no momento, a IBM anunciou, durante o Lotusphere 2012, uma série de ferramentas que prometem ampliar a produtividade dos funcionários por meio da integração de processos em uma plataforma, que, além disso, agrega conteúdos vindos de Facebook e Twitter, por meio de plug-ins.
Voltando aos dados do IDC, no último ano, 41% dos milhares de entrevistados pela consultoria ao redor do mundo diziam se valer de alguma ferramenta social. Até 2015, apontou o estudo, esse número chegará a 65%.
Segundo Fauscette, o movimento de socialização corporativa e massificação das aplicação sociais será global, mas algumas culturas adotarão os sistemas mais rapidamente do que outras. “Algumas regiões do mundo são mais abertas a esse tipo de mudança – assim como algumas pessoas são mais propensas a evoluções do que outra”, introduziu. Desta forma, encabeçando a fila estão os Estados Unidos, que foi o berço para o desenvolvimento de ferramentas colaborativas.
O executivo ainda ponderou que países da América Latina são abertos a esse tipo de experiência. Por outro lado, algumas áreas e até mesmo algumas outras nações têm mais dificuldade em abrir sua gestão, seja por medo de perder poder, seja por receio de que a segurança seja comprometida ou, ainda, por regras governamentais.
Resultado
Mas os efeitos passam a ser mensurados. “Companhias que implantaram ferramentas do tipo tiveram um aumento de 11% em sua produtividade”, adicionou.
O executivo pontuou que a principal busca na integração em uma rede social é buscar conhecimento, objetivo respondido por cerca perto de 57% das respostas. Comunicação com colegas vem logo atrás, com cerca de 56%, ao passo que na terceira posição fica compartilhar conhecimento, com 50%. O mais interessante é que o menor interesse quando o assunto são negócios sociais é gerar receita por meio de venda direta: menos de 20% das alternativas escolhidas. Fica claro que a ferramenta é utilizada muito mais para gerar valor do que para auferir ganhos para a companhia. Uma coisa acaba sendo consequência da outra.
*A jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da IBM
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