Um estudo realizado com 959 profissionais de segurança da informação da América Latina aponta que apesar de 51% das organizações afirmarem que planejam aumentar o número de profissionais da área em seus quadros de funcionários, até 2020 haverá uma falta de 185 mil profissionais capacitados para exercerem as atividades inerentes à cibersegurança.
O levantamento foi realizado pelo (ISC)², instituto focado em educação e certificações profissionais em segurança da informação e cibersegurança.
Outro dado preocupante apontado pela pesquisa é que as empresas na América Latina reduziram os investimentos em treinamentos para seus funcionários: 44% dos entrevistados afirmam que arcam com os próprios custos de capacitação e desenvolvimento. “Ter profissionais capacitados e treinados é principalmente um benefício para a companhia, que passa a ter resultados melhores e mais confiáveis”, explica Gina van Dijk, diretora regional do (ISC)² América Latina.
O relatório mostra ainda que na região apenas 18% dos profissionais atuantes no setor vêm de áreas não relacionadas à Tecnologia da Informação. “É preciso entender que a Segurança da Informação não é apenas uma responsabilidade da área de TI, mas um fator estratégico para os negócios da organização. A capacitação dos profissionais é mais do que um investimento em um plano de carreira, é principalmente um fator chave para o futuro e segurança do ativo de maior valor de uma companhia: suas informações”, completa Gina.
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