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Ataques cibernéticos têm poder de bombas nucleares, afirma general chinês

Um líder oficial militar chinês alertou, há cerca de 15 dias, que uma falha de segurança na internet pode ter ?consequências danosas? para todos os ?grandes países cibernéticos?.

?Se a segurança na internet não puder ser garantida, os resultados podem ser tão sérios quanto uma bomba nuclear?, avaliou o General FangFenghui, chefe do estado-maior do Exército da Libertação Popular, em uma coletiva de impressa com seu equivalente norte-americano, Martin Dempsey, diretor do Joint Chiefsof Staff.

Dempsey esteve na China para conduzir negociações em diversos temas, incluindo cibersegurança, Coréia do Norte, terrorismo e recuperação de desastre – após o terremoto recém-ocorrido na Província de Sichuan, que deixou aproximadamente 188 pessoas mortas e 11,5 mil feridos, em que o exercito chinês está liderando a resposta ao desastre.

Sobre cibersegurança, Fang negou que uma unidade militar chinesa tenha sido responsável pelo lançamento de operações de ciberespionagem e persistentes ameaças de ataque contra competidores ocidentais.

?Nenhuma dessas atividades é tolerada aqui na China?, disse ele, enfatizando que, assim como os Estados Unidos, a China também tem sido vítima de ataques virtuais, relatou o The Wall Street Journal. Além disso, ele destacou a dificuldade em rastrear os ataques com precisão à sua verdadeira origem.

A princípio, porém, o oficial militar chinês parece ter concordado em discutir questões de cibersegurança em conversas governamentais futuras. ?Gen. Dempsey e eu concordamos em conversar sobre a importância de manter a cibersegurança?, disse Fang. ?Acredito que seja importante que exploremos a ideia de trabalharmos juntos nesta questão.?

A declaração de Fang veio o mesmo dia em que a Verizon lançou seu Relatório Anual de Investigações de Brechas de Dados (DBIR). O relatório — baseado em informações oferecidas pela Verizon e pela Equipe de Resposta às Emergências de Computador (CERT, na sigla em inglês) dos EUA, assim como outras CERTs nacionais, o Serviço Secreto americano e órgãos europeus de manutenção da ordem pública ? somou 621 brechas de dados confirmadas, 47.000 incidentes de segurança relatados e 44 milhões de registros comprometidos em 2012.

?Ações afiliadas ao estado ligadas à China foram as maiores movimentações de 2012?, diz o relatório. ?Esforços para roubar propriedade intelectual comprometeram cerca de 1/5 de todas as brechas neste conjunto de dados [2012]?. O relatório observou que ?um aumento de 96% dos casos de espionagem foram atribuídos às ameaças vindas da China?.

?Espionagem de estado e roubo de propriedade intelectual são mais prevalecentes do que nunca?, disse Jay Jacobs, analista sênior da Equipe de Risco da Verizon, em entrevista por telefone.

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