Ataques cibernéticos superam a marca de 100 milhões no primeiro semestre

Os ciberataques não param de crescer no Brasil. Foi o que constatou o dfndr lab, laboratório especializado em cibersegurança da PSafe, por meio de dados levantados ao longo do primeiro semestre deste ano. De acordo com o Relatório da Segurança Digital no Brasil, produzido pelo laboratório, foram registrados mais de 120 milhões de detecções de ciberataques somente nos primeiros seis meses – número 95,9% maior que o registrado no mesmo período de 2017.

Desse total, os meses de abril, maio e junho foram responsáveis por 63,8 milhões, um crescimento de 12% nas detecções quando comparados aos primeiros três meses do ano. Entre os principais ataques detectados no segundo trimestre, duas categorias se destacam por apresentarem os maiores crescimentos: Fake News (4,4 milhões de detecções) e Publicidade Suspeita (12,2 milhões de detecções), cujos aumentos de um trimestre para o outro foram de 51,7% e 50,4%, respectivamente.

Ao longo do trimestre, foi possível identificar mudanças na abordagem utilizada por cibercriminosos, em especial nos tipos de ataque que se destacaram: Fake News e Publicidade Suspeita. As notícias falsas estão passando por um processo de evolução na “qualidade” do conteúdo, apresentando textos mais sofisticados em matéria de gramática e coesão.

Já no caso de Publicidade Suspeita a principal mudança identificada foi a estratégia de diversificar as fontes de ataque. Os cibercriminosos passaram a utilizar cada vez mais sites confiáveis, como grandes portais de notícia e de conteúdo, que foram a origem de mais de 40% dos falsos alertas.

Outro fator que chamou a atenção no período foi a confirmação de uma tendência identificada no último trimestre de 2017: o uso de notificações de celular como estratégia dos cibercriminosos para atingir um grande número de pessoas rapidamente.

Eles investem em diversas formas de convencimento para que o usuário conceda permissão para o envio de notificações e, dessa forma, constroem uma base de pessoas. Por meio dela, enviam golpes diretamente para o celular das vítimas, sem que seja necessário clicar em link algum, e as incentivam a compartilhar, acelerando sua disseminação.

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