Para realizar os testes comparativos, utilizamos uma placa mãe DFI nForce4 SLI-DR com o processador Athlon64 X2 3800+ Dual Core e 1 GB de memórias OCZ PC5000. A fonte utilizada foi um Enermax 550Watts SLI Edition com conectores para PCI Express, portanto não usamos nenhum adaptador na Radeon X1800XL, a única que requeria essa conexão.
As placas da nova geração foram comparadas com outras três placas que representam amostras de placas de alta, média e baixa performance, respectivamente a Radeon X800XL, a Geforce 6600GT e uma barata Radeon X300HM (HyperMemory, 128 MB onboard + 128MB no sistema principal). Ao longo do tempo nós vamos refazer essas análises comparando com outras placas de vídeo existentes no mercado, a fim de estabelecer os reais benefícios da nova família.
Algumas observações são necessárias: Conforme relatos e notícias ainda não confirmadas, tanto o driver da plataforma nForce4 quanto o driver Catalyst 5.9 ainda não estão otimizados para processadores Dual Core. Se isso é verdade, é um completo absurdo que nessa altura do campeonato ainda não tenhamos um suporte adequado para os processadores Dual Core da AMD.
De fato, e isso nós mostramos no artigo
Athlon64 3800+X2 em overclock: Epox ou DFI
a performance do X2 3800+ ainda não está no mesmo nível do modelo 3800+ mono processado na maioria das aplicações, especialmente em games. Parte do problema está no fato do modelo Dual Core operar em uma freqüência 20% menor do que o modelo mono processado, embora custe 10% mais, mas a razão fundamental é que os jogos, objetivo principal dos consumidores de placas de vídeo 3D de alta performance, ainda não são preparados para operar com processadores múltiplos. Um 3800+ Dual Core opera em jogos praticamente como se fosse um 3200+ mono processado, pois nesse caso ambos têm a mesma freqüência de operação.
Nós vamos acompanhar de perto o lançamento dos novos drivers, tanto para a placa mãe quanto para as placas de vídeo da nova geração e observar se essa prometida “otimização” para processadores Dual Core virá de fato ou não.
Análise detalhada com o 3DMark2005
O 3DMark2005 não é um jogo, e sim uma ferramenta de análise. Aliás, uma das poucas que consegue aproveitar os benefícios de um processador de núcleo duplo, embora em uma escala menor do que a desejada. O objetivo aqui não é bater records ou atestar a jogabilidade dessas novas placas com os jogos atuais, mas sim avaliar o comportamento delas sob as mesmas situações controladas frente os três modelos da geração anterior que escolhemos, utilizando todos os recursos avançados que a tecnologia DirectX 9c permite.
Abaixo temos os quadros com os resultados da nova família Radeon:
| X1800XL | X1600XT | X1300Pro | |
| 3DMark Score | 6845 3DMarks | 5181 3DMarks | 2731 3DMarks |
| GT1 – Return To Proxycon | 28,8 FPS | 24,1 FPS | 12,6 FPS |
| GT2 – Firefly Forest | 21,1 FPS | 14,8 FPS | 8,1 FPS |
| GT3 – Canyon Flight | 33,9 FPS | 25,0 FPS | 12,7 FPS |
| CPU Score | 5055 CPUMarks | 5153 CPUMarks | 5432 CPUMarks |
| CPU Test 1 | 2,3 FPS | 2,4 FPS | 2,6 FPS |
| CPU Test 2 | 5,0 FPS | 5,0 FPS | 5,1 FPS |
| Fill Rate – Single-Texturing | 3369,8 MTexels/s | 2154,1 MTexels/s | 1189,7 MTexels/s |
| Fill Rate – Multi-Texturing | 8073,6 MTexels/s | 2379,8 MTexels/s | 2398,9 MTexels/s |
| Pixel Shader | 183,3 FPS | 116,5 FPS | 57,4 FPS |
| Vertex Shader – Simple | 66,1 MVertices/s | 78,4 MVertices/s | 47,3 MVertices/s |
| Vertex Shader – Complex | 46,9 MVertices/s | 48,6 MVertices/s | 22,0 MVertices/s |
| 8 Triangles | 7,7 MTriangles/s | 7,4 MTriangles/s | 7,5 MTriangles/s |
| 32 Triangles | 30,3 MTriangles/s | 29,4 MTriangles/s | 29,4 MTriangles/s |
| 128 Triangles | 119,3 MTriangles/s | 110,5 MTriangles/s | 64,9 MTriangles/s |
| 512 Triangles | 142,2 MTriangles/s | 113,0 MTriangles/s | 63,9 MTriangles/s |
| 2048 Triangles | 151,8 MTriangles/s | 137,0 MTriangles/s | 81,6 MTriangles/s |
| 32768 Triangles | 155,9 MTriangles/s | 137,2 MTriangles/s | 80,6 MTriangles/s |
E a seguir, os mesmos resultados obtidos com as três placas da geração anterior:
| X800XL | 6600GT | X300HM | |
| 3DMark Score | 5019 3DMarks | 3606 3DMarks | 1122 3DMarks |
| GT1 – Return To Proxycon | 22,9 FPS | 15,8 FPS | 5,1 FPS |
| GT2 – Firefly Forest | 14,8 FPS | 10,3 FPS | 3,6 FPS |
| GT3 – Canyon Flight | 23,8 FPS | 18,4 FPS | 4,9 FPS |
| CPU Score | 5127 CPUMarks | 5613 CPUMarks | 5231 CPUMarks |
| CPU Test 1 | 2,3 FPS | 2,6 FPS | 2,5 FPS |
| CPU Test 2 | 5,1 FPS | 5,5 FPS | 4,8 FPS |
| Fill Rate – Single-Texturing | 3093,6 MTexels/s | 1885,5 MTexels/s | 350,9 MTexels/s |
| Fill Rate – Multi-Texturing | 6341,1 MTexels/s | 3976,3 MTexels/s | 1299,0 MTexels/s |
| Pixel Shader | 123,4 FPS | 102,2 FPS | 21,8 FPS |
| Vertex Shader – Simple | 52,7 MVertices/s | 37,1 MVertices/s | 13,2 MVertices/s |
| Vertex Shader – Complex | 37,1 MVertices/s | 25,0 MVertices/s | 11,1 MVertices/s |
| 8 Triangles | 7,2 MTriangles/s | 2,4 MTriangles/s | 6,6 MTriangles/s |
| 32 Triangles | 27,9 MTriangles/s | 8,5 MTriangles/s | 20,2 MTriangles/s |
| 128 Triangles | 109,3 MTriangles/s | 25,9 MTriangles/s | 21,4 MTriangles/s |
| 512 Triangles | 130,6 MTriangles/s | 55,8 MTriangles/s | 20,9 MTriangles/s |
| 2048 Triangles | 131,8 MTriangles/s | 75,5 MTriangles/s | 21,3 MTriangles/s |
| 32768 Triangles | 132,0 MTriangles/s | 85,1 MTriangles/s | 21,4 MTriangles/s |
Muitos números e pouca informação, não é mesmo?
Vamos analisar algumas comparações entre modelos diferentes e ver como foi a evolução dessa nova geração de placas de vídeo.
| X1800XL vs X800XL | X1600XT vs X800XL | X1600XT vs 6600GT | X1300Pro vs X300HM | X1300Pro vs 6600GT | |
| 3DMark Score | 36,4 % | 3,2 % | 43,7 % | 143,4 % | -24,3 % |
| GT1 – Return To Proxycon | 25,7 % | 5,2 % | 52,1 % | 145,2 % | -20,5 % |
| GT2 – Firefly Forest | 42,0 % | -0,2 % | 43,5 % | 125,6 % | -21,0 % |
| GT3 – Canyon Flight | 42,1 % | 4,7 % | 35,9 % | 161,1 % | -30,8 % |
| CPU Score | -1,4 % | 0,5 % | -8,2 % | 3,8 % | -3,2 % |
| CPU Test 1 | 0,3 % | 3,5 % | -7,9 % | 1,7 % | 0,0 % |
| CPU Test 2 | -3,1 % | -2,4 % | -8,5 % | 6,1 % | -6,3 % |
| Fill Rate – Single-Texturing | 8,9 % | -30,4 % | 14,2 % | 239,0 % | -36,9 % |
| Fill Rate – Multi-Texturing | 27,3 % | -62,5 % | -40,2 % | 84,7 % | -39,7 % |
| Pixel Shader | 48,6 % | -5,5 % | 14,0 % | 163,6 % | -43,9 % |
| Vertex Shader – Simple | 25,5 % | 48,9 % | 111,2 % | 257,5 % | 27,5 % |
| Vertex Shader – Complex | 26,5 % | 31,2 % | 94,5 % | 99,4 % | -11,8 % |
| 8 Triangles | 8,2 % | 3,9 % | 205,2 % | 13,9 % | 208,6 % |
| 32 Triangles | 8,7 % | 5,2 % | 244,3 % | 45,6 % | 245,1 % |
| 128 Triangles | 9,2 % | 1,1 % | 326,8 % | 203,5 % | 150,5 % |
| 512 Triangles | 8,9 % | -13,5 % | 102,6 % | 205,8 % | 14,6 % |
| 2048 Triangles | 15,2 % | 3,9 % | 81,4 % | 283,5 % | 8,1 % |
| 32768 Triangles | 18,1 % | 3,9 % | 61,2 % | 277,2 % | -5,4 % |
Ao comparar a nova X1800XL com a X800XL anterior, nota-se que os ganhos nos testes que envolvem simulações de jogos (GT1, GT2 e GT3) o benefício da nova geração oscila entre 25% a 42%, e o score total melhorou 36% o que é bastante expressivo. A explicação está nas unidades de Pixel Shader e Vertex Shader que apresentaram ganhos entre 25% e 48%, e nos processos de multi-texturização que melhoraram 27%.
A boa surpresa está na comparação entre a nova X1600XT e a mesma X800XL da geração anterior. Notem que os resultados nos simuladores de jogos e no score total foram muito próximos!
Se por um lado há perdas nas unidades de texturização, os benefícios nos Vertex Shaders são inegáveis. Comparando seu desempenho com a Geforce 6600GT da nVidia, que não é nenhuma “carroça”, nota-se o imenso ganho de performance em praticamente todos os índices. Essa placa sem dúvida oferece uma excelente relação custo/beneficio e tende a ser a mais indicada para os consumidores menos abastados, a menos que a concorrência se mexa.
A Radeon X1300Pro por sua vez dá um show na antiga X300 HM, embora não chegue nem perto da 6600GT da nVidia. É possível que a X1300Pro seja superior a algumas versões da Geforce 6600 da nVidia, mas não da GT, especificamente. É possível também que em alguns jogos ela supere inclusive a X600 da geração anterior. Sem dúvida um salto significativo de performance.
Apesar do relativo bom desempenho da X1300Pro e sua proximidade de preços com a linha X1600, há um enorme buraco na faixa de preços entre a X1800 e a X1600 que só deverá ser preenchido com as versões intermediarias da X1800 ainda não anunciadas.
Questiono um pouco a viabilidade da X1300Pro da forma como ela é apresentada. O produto é bom, mas não é suficiente para os jogos modernos. Seu preço é alto demais comparado com as opções onboard e de baixo custo que atendem perfeitamente aqueles que não pretendem jogar, como a própria X300 HM que apresentamos aqui. Se o público alvo não são os jogadores, talvez o ideal fosse um produto ainda mais barato, mesmo a custa de algum desempenho. Ao custo declarado de 149 dólares, talvez seja mais interessante optar pela versão de 128MB da X1600Pro, que custa o mesmo, do que investir em uma X1300Pro, a topo de linha de uma família de baixa performance.
Apesar de ótima, a versão de 256 MB da X1600XT ficou com um preço ligeiramente “salgado”. Na mesma faixa é possível comprar algumas boas placas baseadas no Geforce 6800, provavelmente a ATI esteja acreditando nos recursos do chipset para vencer essa batalha.
As placas que nós recebemos para os testes são “samples”, ou seja, unidades pré-produção que não tem valor comercial e podem ser diferentes das versões que chegarão às ruas. O driver utilizado foi uma versão beta disponível só para a imprensa, já que o atual Catalyst 5.9 não dá suporte a essas placas. Feito esse devido alerta, vamos a alguns comentários importantes:
A Radeon X1600XT apesar do bom desempenho se mostrou instável, e chegou a travar em alguns momentos. A visualização 3D dentro do Catalyst Control Center em alguns momentos sequer aparecia. Atribuo o problema ao driver ou ao firmware da placa, por causa de outras falhas que identifiquei que vou detalhar a seguir.
Todas as três novas placas apresentaram falhas na imagem durante a inicialização do Windows. Desde riscos e blackouts anormais nos momentos em que os drivers eram acionados até um embaralhamento da imagem quando se alternava do desktop para uma aplicação 3D. Muito diferente das suaves transições que a X800XL (essa, de uma versão comum disponível ao público) e o driver Catalyst 5.9 oferecem.
A Radeon X1300Pro apresentou ainda um outro problema muito irritante, todas as demais placas possuem conectores DVI e através de um adaptador é feita a ligação com um cabo VGA tradicional, mas a X1300Pro possui uma conexão VGA direta. Ao usar esse conexão, a imagem em ambiente nativo (telas do boot, bios, etc) ficam completamente fora de escala, com as informações ultrapassando a borda do monitor.. A situação só volta ao normal quando o driver dentro do Windows é acionado.
A principio estou atribuindo essas falhas aos drivers beta que usamos, ou ao firmware pré produção, mas fica aqui um lembrete para confirmar esse comportamento com as placas de produção regular.
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