O mercado do PC
Vejamos o que diz a Intel:
E aqui meus comentários:
Eu não sei exatamente o que vem a ser um “desejo eletrônico”, mas não me surpreende o fato de que nestes últimos três anos os americanos adultos tenham sonhado com um novo computador portátil. Porém gostaria de saber quantos destes já têm um tablete. Porque, no meu entender, o grande embate de 2010 ocorrerá entre os tabletes e os computadores portáteis de pequeno fator de forma, sejam eles “notebooks“, sejam “netbooks“. E mais: não sou muito bom neste negócio de previsões, e citando o grande filósofo americano “Yogi” Berra (uma espécie de Dadá Maravilha lá deles), sou pior ainda quando elas se referem ao futuro. Porém sou capaz de apostar que os “netbooks” tenderão a desaparecer, “engolidos” pelos tabletes, enquanto os “notebooks” deverão sobreviver. E sua sobrevida será proporcional ao tamanho de sua tela e seu poder de processamento. Ou seja: quanto maior sua tela e mais poderoso o “notebook“, maior será sua probabilidade de se manter no mercado (provavelmente substituindo um micro de mesa, ou “desktop“). E quanto menores e menos poderosos os “netbooks“, menos chances terão de sobreviver (provavelmente substituídos por um tablete ou um telefone esperto destes mais “parrudos”, exceto se destinados a um nicho específico de mercado como os Classmate PCs da Intel, concebidos para o mercado educacional e com diversas características que os diferenciam da massa de “netbooks” comerciais).
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E mais: gostaria muito de saber quantos daquele milhão de PCs vendidos diariamente são micros de mesa e quantos são portáteis. Porque pelo andor da carruagem, os portáteis irão substituir os micros de mesa que tenderão a se restringir a um nicho de mercado formado por viciados em jogos, malucos que gostam de trabalhar com dois ou três monitores (como este que vos escreve) e uma ou outra tribo de hábitos, digamos, peculiares.
Então, o negócio ficará mais ou menos assim: quem gosta de tela pequena, fica com seu tablete. Quem gosta de tela grande, com seu portátil. E quem tem hábitos peculiares, fica com seu micro de mesa (atenção: cuidado aí com o que você inclui entre os “hábitos peculiares”; faço parte da categoria devido à minha estranha mania de estender minha Área de Trabalho aos três monitores de 24″ que uso conectados ao meu computador de mesa e quero deixar claro que as tais peculiaridades de hábitos acima citadas se restringem ao terreno da informática).
Resumindo: o resultado disto é que os tabletes dominarão o mercado, os portáteis ficarão cada vez maiores (me refiro ao tamanho da tela e à capacidade de processamento; quanto ao peso e espessura, estes diminuirão consideravelmente) e os micros de mesa sobrarão para os escritórios e as poucas escrivaninhas domésticas de quem sabe apreciar uma boa máquina.
Quanto ao derradeiro parágrafo da citação da Intel, é óbvio que ela puxa a brasa para a própria sardinha, se é que me entendem (e aquela frase onde se lê “permanecem na faixa de baixo do duplo dígito com base no início da força de venda que testemunhamos no começo de 2011″ é uma forma um tanto gongórica de dizer “ficam pouco acima dos 10% como indicam as vendas recentes”). Mas também é inegável que o que ela chama de “segunda geração… do Intel Core” constitui uma soberba linha de processadores e embora a AMD tenha dado um razoável salto adiante com sua arquitetura Fusion, tudo indica que com os novos chips a Intel voltou à liderança tecnológica na liça dos processadores.
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