De todos os cargos de TI, o líder de arquitetura
corporativa é de longe o mais difícil de recrutar. O
candidato certo precisa ter algum conhecimento
em todas as camadas da pilha de tecnologia, profundo
conhecimento do negócio, e capacidade de gerenciar grupo
de tecnólogos e de vender conceitos como Arquitetura
Orientada a Serviço (SOA) para os executivos de negócios,
muito desinteressados no assunto. Se há uma posição que
realmente encarna o paradoxo do CIO, é ela.
“O arquiteto-chefe precisa ser a pessoa mais inteligente
da sala e a menos arrogante”, diz Lynden Tennison, CIO da Union
Pacific Railroad.
E se você quiser ter um ambiente flexível,
rápido e eficiente do ponto de vista de custo,
vai precisar contratar uma dessas aves raras
e guiá-la rumo ao sucesso.
Como?
1. Promova alguém da própria
equipe.
Os arquitetos corporativos precisam
ser estratégicos, mas não esotéricos e
ter grandes habilidades interpessoais.
Você pode olhar para a própria equipe
e identificar alguém que possa ser
preparado para desempenhar o papel.
2. Forneça valor rapidamente.
A empresa tem tolerância limitada para altos executivos
que parecem fazer pouco mais do que produzir um tratado
sobre padrões de desenvolvimento. Quando os tempos estão
difíceis, o arquiteto corporativo é muitas vezes o primeiro
a ser dispensado. “Pode ficar difícil para você, como CIO,
defender a necessidade de um arquiteto corporativo se a
geração de valor for um processo de longo prazo”, diz Scott
Blanchette, CIO da Healthways.
“Bons arquitetos percebem que eles precisam fornecer
valor incremental ao negócio”, completa.
“Você precisa identificar suas vacas sagradas”, diz
Tennison. Isso vai ajudar a identificar as batalhas que você
pode se dar ao luxo de perder.
Peter Breunig, gerente-geral de Gestão de Tecnologia
e Arquitetura da Chevron, concorda. “No início, você
precisa parar de exibir desenhos arquitetônicos e começar
a compartilhar os casos de uso bem-sucedido dos conceitos
arquitetônicos definidos. A preocupação deve tornar-se
o trabalho do arquiteto corporativo tangível para seus
parceiros de negócios, o mais rápido possível.“
3. Use a arquitetura como um campo de
treinamento.
“Ao pedir que seus
desenvolvedores passem algum
tempo no grupo de arquitetura,
você está criando um ambiente
de aprendizagem e construindo o
seu banco de talentos”, diz David
Harkness, CIO da Xcel Energy.
4. Tome a frente dos projetos.
Muitas vezes, a equipe do projeto
seleciona um fornecedor, e só
depois o grupo de arquitetura
pronuncia-se. Não raro, acontece
do pessoal de arquitetura vetar o
produto escolhido por não estar
alinhado com a arquitetura de referência. Isso atrasa o
projeto que desvaloriza toda a equipe. É melhor envolver
o pessoal de arquitetura corporativa desde o início do
processo de especificação do projeto. “Em vez de esperar
até que tenha as soluções que precisam de aprovação dos
arquitetos, faça-os participar de todo o processo. Dessa
forma, os arquitetos deixam de ser os vilões, que vão atrasar
ou até matar o projeto em andamento.
O paradoxo final é este: arquitetos são tão necessários
quanto raros. “Eu não invejo as pessoas que terão de recrutá-los”,
diz Blanchette.
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