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Apple quer saber por que você odeia o Safari

Por Lucas Mearian, Computerworld

Uma funcionária da Apple que promove o desenvolvimento para o Safari teve um choque de realidade após ir ao Twitter para pedir feedback aos usuários sobre por que o navegador é impopular – e pedir que eles apontassem problemas específicos.

Jen Simmons, evangelista da Apple e developer advocate na equipe Web Developer Experience para o Safari e WebKit, ficou claramente surpresa com as respostas.

“[Eu estava] acompanhando o Twitter de tecnologia nesta manhã e parece haver um grupo de homens irritados que querem que o Safari simplesmente desapareça”, twittou Simmons. “Nós realmente queremos viver em um mundo composto 95% de navegadores Chromium? Isso seria um futuro horrível para a web. Precisamos de mais vozes, não menos”.

Ao contrário de alguns navegadores rivais, como o Firefox, da Mozilla, as atualizações da Apple para o Safari são escassas, com grandes atualizações anuais. Portanto, a maior parte dos novos recursos geralmente é lançada em uma única instância. Embora isso possa ser atraente para alguns que não gostam de atualizações frequentes de navegador, também significa que atualizações e/ou correções para o Safari não são frequentes.

Nos últimos anos, no entanto, o Safari recebeu uma série de reclamações sobre bugs do navegador, interface e experiência do usuário e compatibilidade de sites, de acordo com o MacRumors.

Em junho passado, a Apple revelou uma reformulação substancial para o Safari na Worldwide Developer Conference (WWDC). Muitas dessas mudanças, no entanto, foram recebidas com críticas rápidas, descrevendo-as como “contra-intuitivas”.

A Apple passou por várias iterações do navegador durante o verão [do hemisfério norte] – tanto em dispositivos móveis quanto em desktops – e permitiu que os usuários voltassem amplamente ao design anterior do Safari antes do lançamento do iOS 15, iPadOS 15 e macOS Monterey.

A desenvolvedora também continuou trabalhando em melhorias de privacidade no Safari, pois busca ganhar participação de mercado para a empresa. Por exemplo, na versão atual do iOS 14.5 (em beta), a Apple vem trabalhando para mudar a forma como o Safari acessa o serviço Safe Browsing do Google. O serviço Safe Browsing avisa os usuários quando visitam um site fraudulento. Por meio desse serviço, a Apple emite alertas de “Aviso de site fraudulento” para dispositivos iOS e iPadOS.

Enquanto o Safari, o navegador nativo em dispositivos da Apple, tem um número significativo de usuários – especialmente no iPhone e iPad – o Chrome do Google se tornou o navegador de fato para a maioria com cerca de 64% da participação mensal de usuários, de acordo com o W3Counter, um serviço de rastreamento de tráfego. O Safari vem em um distante segundo lugar com 16,5% do tráfego da web. Internet Explorer/Edge vem em terceiro lugar com 6,1% do tráfego, e Firefox e Opera reivindicaram 4% e 1,4%, respectivamente.

O rastreador de tráfego da Web Net MarketShare é mais generoso com o Safari; ele fixou a participação de usuários do Chrome em 56%, Safari em 38% e Firefox em 5%.

Embora o Safari possa estar em segundo lugar para uso, às vezes parece vir em último lugar em simpatia com base nas respostas à consulta de Simmons.

“Todo mundo nas minhas menções [está] dizendo que o Safari é o pior, é o novo IE”, twittou Simmons.

Na esperança de chegar ao fundo da raiva, Simmons pediu aos usuários do Twitter que apontassem bugs específicos e falta de suporte que os frustram ou dificultam a criação de sites ou aplicativos. “Pontos extras para links de tíquetes”, escreveu ela.

“[Apontamentos] Específicos que podemos consertar. O ódio vago é honestamente super contraproducente”, acrescentou.

Enquanto alguns, como @emoryzanef, abraçaram o “amor” pelo Safari, também expressaram frustração por ele ter se tornado problemático.

“Eu amo o Safari”, escreveu Emory Fierlinger, Web Designer e Desenvolvedor. “Mudei anos atrás. Infelizmente, ultimamente, tornou-se tão problemático que comecei a procurar alternativas. Eu uso muito o @webflow e ele funciona melhor em navegadores baseados em chromium. Não tenho certeza se é uma falha deles ou do Safari …”

Fierlinger também reclamou que certos pop-ups eram irritantes, e a rolagem no Safari produz uma tela trêmula e “incômoda”.

Outro usuário do Twitter, @epintobasto, reclamou que o Safari não “suporta Metamask ou qualquer outra carteira criptográfica. Espero que a comunidade criptográfica adote o Safari no MacOS e iOS”.

Simmons pediu aos usuários que notaram bugs muito antigos e que ainda não foram corrigidos para contatá-la usando um link bugs.webkit.org ou via feedbackassistant.Apple.com.

“Gostaria de dar uma olhada nisso”, escreveu ela.

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