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Inédito: Apple atinge US$ 2 trilhões em valor de mercado

 
Nesta quarta (19), a Apple atingiu pela primeira vez o montante de US$ 2 trilhões de valor de mercado, após suas ações chegarem a US$ 467,84 no pregão realizado pela manhã na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE)

Antes da empresa, apenas a petrolífera estatal Saudi Aramco havia atingido a mesma marca, durante sua abertura de capital. A companhia de Cupertino alcançou a mesma marca após suas ações subirem mais de 50% ao longo de 2020 apesar dos vários obstáculos como fechamento de lojas e a diminuição do ritmo de produção, por conta da Covid-19 ter paralizado fábricas na China. 

Com o valor alcançado nesta quarta, a empresa abriu uma distância de mais de US $ 300 bilhões para a próxima maior empresa dos EUA, a Amazon
 
O resultado deve ter pegado a própria empresa de surpresa, já que no início do ano a própria empresa esperava uma receita menor por conta da presença do vírus. 

Diversificação que deu certo

De acordo com analistas que conversaram com o Financial Times, boa parte do sucesso da empresa deve-se a estratégia adotada nos últimos dois anos de crescer outras linhaas de serviço que não apenas os celulares, que devem registrar queda nos próximos anos por conta de saturação de  aparelhos. 

Em 2018, 55% da receita do trimestre de junho foi derivada do iPhone. No último  resultado desde ano,  essa participação diminuiu para 44%, embora as receitas tenham aumentado 12%. 

Outro setor que pode se tornar uma fonte ainda mais importante de renda para a empresa é o mercado de vestíveis: a empresa tem 40% de participação global em produtos como smartwatches e fones de ouvido bluetooth, segundo a consultoria Canalys.

E a vertical de serviços paralelos (como filmes, música e o próprio cartão de crédito feito em parceria com o Goldman Sachs) já assinala US$ 550 milhões de usuários pagantes. 

“Eles fizeram um excelente trabalho no aumento do componente relacionado a serviços do negócio”, disse  ao Financial Eric Papesh, estrategista de portfólio da T Rowe Price, que detém vários bilhões de dólares em ações da Apple.

“À medida que continuam a aumentar a base de usuários instalada e a impulsionar a fidelidade desse cliente com relacionamentos adicionais, a visibilidade e a estabilidade nas receitas futuras irão melhorar”, complementa.

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