A startup colombiana Rappi lançou no Brasil nesta terça-feira (04) um recurso que atua como uma espécie de carteira digital, permitindo usuários do aplicativo de delivery usarem a ferramenta para transferir dinheiro entre os usuários. Batizado de RappiPay, o serviço já está disponível para todos os usuários que possuem a plataforma, tanto em aparelhos Android quanto iOS.
A novidade chega ao Brasil depois da empresa iniciar o serviço na Colômbia e no México. Criada em 2015, a Rappi hoje atua em cinco países da América Latina, que incluem também Argentina e Chile. No Brasil, estacionou em julho de 2017 e já opera em 10 cidades (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza, Campinas e Brasília). Por meio do app, é possível fazer pedidos de itens de supermercado, restaurantes e farmácias, que são feitos por motoristas, motoboys ou entregadores de bicicleta. Além dos mais de 30 mil itens cadastrados, usuários podem solicitar a entrega de, basicamente, qualquer coisa pela plataforma.
Como funciona o RappiPay
A nova função possibilita transações financeiras entre os usuários sem a necessidade de uma conta bancária. Em breve, a RappiPay também poderá ser usada para realizar pagamentos em estabelecimentos físicos parceiros. Com isso, usuários poderão pagar uma conta utilizando o leitor de QR code do aplicativo. Segundo executivos da startup, a empresa agora trabalha para desenvolver essa rede de lojas e restaurantes parceiros que aceitem o novo meio de pagamento.
Para transferir dinheiro via RappiPay, o usuário precisa antes cadastrar um cartão de crédito. Depois, basta digitar o número do telefone do destinatário – que também deve ter o app instalado – e o valor que deseja enviar. Esse valor pode ser a partir de R$ 1 até R$ 2.500. A transferência é gratuita e acontece instantaneamente. É possível também acompanhar todos os movimentos do dinheiro dentro da plataforma.
Entre os exemplos de utilidade para o novo recurso estão casos de “rachar” a conta de uma pizza, por exemplo, entre amigos. A transferência pode ser feita, então, na hora do jantar, sem a necessidade de recorrer aos apps de bancos. Basta o usuário solicitar o valor final a todos os amigos e, depois da transferência, realizar o pedido e pagar com o RappiPay.
“Queremos ser um super-app”
Durante coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (4), executivos da Rappi explicaram que a empresa quer posicionar o aplicativo para além de uma assistente pessoal de entrega. A ambição é integrar cada vez mais serviços para que clientes nas duas pontas – tanto usuário quanto estabelecimentos – não precisem sair da plataforma.
“Queremos que a Rappi seja um super-app. Quando a Rappi começou em 2015, o cliente entrava no app e preenchia um box branco informando o que ele queria pedir. Fomos desenvolvendo as verticais sob a demanda dos clientes, entendendo quais eram os produtos mais pedidos e nos especializando. Ouvimos muito os clientes e esse novo serviço [o de transferência de dinheiro] era um dos mais pedidos”, explicou Bruno Nardon, CEO da Rappi no Brasil. “Em um segundo momento, os usuários vão querer uma facilidade para também pagar no offline”, completou.
Dada a outras ofertas de carteiras digitais como Samsung Pay, Apple Pay e Google Pay, disponíveis também no Brasil, Tiago Barra, head de growth marketing da Rappi, defende que o RappiPay pode ser útil em um mercado brasileiro onde a maioria das pessoas possui smartphones de entrada Android com capacidade de memória reduzida. “Esse não é um posicionamento para entrar no mercado de pagamentos, mas é um recurso que visa agilizar a vida do usuário, atendendo a uma demanda do mercado”, ressaltou Barra. Entretanto, apesar de, inicialmente, afastar que o RappiPay tem a ambição de ser uma carteira digital como o Samsung Pay e Apple Pay, o executivo afirma que a companhia trabalha para desenvolver a estrutura do serviço de pagamento e da experiência do usuário para, mais tarde, entregar uma solução financeira completa.
Para Nardon, é uma ambição que faz sentido. “A gente cria novas funções baseadas nos pedidos dos nossos clientes. Não temos como cliente só o usuário final, também temos como clientes os parceiros, os estabelecimentos, os shoppers. Ouvimos o que eles pedem e tentamos a entender como solucionar os problemas que têm hoje. A gente vê que, no futuro, tem essa tendência de entrar mais na cadeia de suprimentos e ajudar com outros serviços que não só a geração de pedidos. Estamos mapeando muitas coisas bacanas, mas, claro, tudo ao seu tempo. Não queremos dar maior passo que a perna”, reforçou.
Um novo unicórnio
Na última semana, a Rappi confirmou ao jornal Estadão que atingiu a marca de US$ 1 bilhão em valor de mercado, tornando-se o mais novo unicórnio da América Latina. O valor foi alcançado depois de receber uma recente rodada de investimentos. A companhia, entretanto, não divulgou detalhes dos valores e investidores.
Até o final deste ano, a empresa pretende ampliar sua atuação para 15 cidades brasileiras e dar início à operação no Uruguai e Peru.
A Unico, empresa brasileira especializada em identidade digital e biometria facial, ingressou com ações nas…
A Salesforce anunciou parceria com a FIFA como apoiadora oficial da Copa do Mundo de…
Neil Redding será o palestrante de abertura do IT Forum Praia do Forte 2026. Com…
Apesar da consolidação da computação em nuvem como um dos pilares da transformação digital, uma…
As equipes de segurança cibernética enfrentarão um cenário cada vez mais complexo nos próximos anos,…
Apenas uma em cada três pessoas dos Estados Unidos aprova o ritmo acelerado de construção…