Na conferência de desenvolvedores Google I/O, realizada para parceiros nos Estados Unidos em junho último, Sundar Pichai, vice-presidente sênior do Chrome e Apps, afirmou que a empresa trabalhava uma maneira de os pacotes de aplicativos serem executados localmente. Agora a tecnologia chegou.
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O último lançamento do navegador Chrome capacitou o empacotamento de aplicativos, uma maneira de criar programas indistinguíveis daqueles produzidos de forma nativa, pelo menos do ponto de vista estético.
A defesa do Google da rede como plataforma de desenvolvimento estava aquém das capacidades atuais aplicativos. Com os recentes avanços, como o Native Client, que permite a entrada desses softwares em código nativo, melhorias em renderização de JavaScript e armazenamento offline de APIs, o desempenho é finalmente pareado com o de apps nativos, ou próximo o suficiente de sua maioria.
As falhas técnicas que continuam já estão desaparecendo. Apesar das dificuldades, há demonstrações suficientes que comprovam que aplicativos podem competir com nativos.
Mas para os programas web o problema não é meramente técnico, é também estético. A diferença entre os dois tipos de (nativos e de rede) é uma barreira para a aceitação do usuário. É por isso que a documentação de pacotes apps do Google tem seções como “How they look” (Qual sua aparência) “How they behave” (Como se comportam), mas não “How they perform” (Como desempenham). É também o motivo pelo qual a atual atualização do Chromebook apresenta um interface de usuário de desktop comum: em relação a dispositivos de computação, é desafiador fazer com que usuários usem novos modos de interação e interfaces diferentes.
Pacotes de aplicativs de rede podem ser novos, mas são familiares. Segundo Erik Kay, gerente de engenharia do Google, a plataforma “faz apps que se parecem mais com aplicativos nativos”.
Em outras palavras, tudo é sobre aparências.
Os pacotes de apps são offline por padrão e menos dependentes de conexões de rede. Dão suporte a APIs de nível de sistema para acessar TCP/IP, USB e Bluetooth, bem como APIs para compartilhamento de dados entre aplicativos. Também dão suporte a novos APIs com janelas, então é possível gerenciar múltiplas janelas, como o Windows, Linux ou OS X.
De fato, a descrição de Kay sobre os objetivos dos pacotes de aplicativos web soa como se o desenvolvimento representasse uma fonte de vergonha: “Seu usuário não deve saber que seu app foi construído com tecnologias de rede”.
Uma coisa que os desenvolvedores devem estar cientes é que algumas da APIs de pacote de app do Google são específicas do Chrome. Desenvolver apps de rede usando esses APIs será dependente à marca.
O Prism, da Mozilla, era uma alternativa, mas a iniciativa foi cancelada no ano passado, assim como seu sucessor, o Chromeless. Todd Simpson, diretor de inovação da Mozilla, afirmou que o Firefox já tem incorporado alguma da tecnologia desses projetos.
Há alternativas para a tecnologia de pacotes de apps do Google: o desenvolvedor Todd Ditchendorf fez um aplicativo Mac chamado Fluid, que permite aos usuários transformar apps de rede em apps desktop OS X. Há também o Adobe Air, que pode empacotar apps Flash e de rede para que sejam executados sem um navegador.
Mas se a plataforma de pacotes apps do Google ajudar o debate de apps de rede contra apps nativos em uma avaliação mais produtiva de tecnologia com base nas exigências do projeto, tanto desenvolvedores quando usuários vão se beneficiar.
Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Adriele Marchesini
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