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Apenas 15,7% das empresas têm processo de inovação estruturado e maduro

“A maioria das empresas tem a visão equivocada de que a inovação é algo departamental quando, na verdade, é um processo multidisciplinar”. A análise foi feita pelo consultor Sergio Lozinsky durante sua apresentação no IT Forum 2019 sobre “Inovação na Era 5.0”, na qual ele apresentou dados da pesquisa da IT Mídia “Antes da TI, a Estratégia 2019″, que contou com respostas dos CIOs presentes no encontro. Os dados mostram que apenas 15,7% das companhias possuem processo de inovação estruturado, maduro e amplamente difundido.

Segundo Lozinsky, além da colaboração e envolvimento de diferentes áreas, para que os processos de inovação tenham sucesso é importante que as empresas tenham “patrocinadores” de peso. “É preciso ter certeza de que existe realmente uma aposta no nível de decisão, uma mensagem clara que aquilo é importante, para que realmente dê certo”, afirma.

Gustavo Fosse, CIO do Banco do Brasil, concorda com Lozinsky e afirma que não acredita em inovação “departamentalizada”, e sim em fomentar a inovação todo dia na empresa. A colaboração, para ele, deve ir além das diferentes áreas e abranger, também, outros setores. “Não tem mais setor ou segmento, temos que trabalhar juntos de forma colaborativa”, diz.

Luzia Sarno, CIO do Fleury, aponta que, no laboratório, a inovação já saiu do nível departamental e faz parte da estratégia da empresa. “A área formal de inovação está focada no lado médico, e o restante das iniciativas ficam com outras áreas. O business agora quer se envolver mais nesses processos, isso vem mudando”, conta.

Angelo Figaro, CIO da Aliance-Renault, assume que a colaboração voltada para a inovação é uma batalha diária: “a inovação não é para todo mundo, cada profissional tem o seu perfil e isso é bom. Se todo mundo estiver inovando quem vai fazer o dia a dia?”, avalia.

Apesar dessas iniciativas, a pesquisa também mostrou que grande parte das empresas considera estar na média quando o assunto é cultura de inovação (63,4%) e apenas 6,0% se vê atrás das demais companhias. Somente 30,6% se consideram à frente do mercado nesse quesito.

E para estar à frente os desafios são inúmeros. Fosse, do Banco do Brasil, conta que para o segmento financeiro houve uma grande mudança na visão da inovação nos últimos anos. “Nos anos 90 e 2000, a grande inovação era pagar a cobrança batendo foto do código de barras. Isso virou obrigação, a experiência do cliente é uma questão básica. Agora, o desafio é levar serviço diferente para o meu cliente, fazer um banco diferente”, explica.

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