A partir do segundo semestre deste ano, a Angola Cables deve colocar em operação um de seus cabos submarinos de fibra óptica que irão interligar os continentes africano e sul-americano. O início da operação do Monet, como foi batizado o cabo, deve ocorrer assim que terminarem as obras das suas estações em Fortaleza, Santos e Miami.
Paralelamente a isso, a Angola Cables segue avançando com a construção do segundo cabo, o SACS (South Atlantic Cable System), que deve passar a operar a partir de 2018.
A companhia divulgou que acaba de finalizar o processo mais importante para instalação do SACS no oceano: o survey, que é o escaneamento do solo marítimo. Com a etapa de survey concluída com sucesso, a Angola Cables pode assegurar que SACS será implantado na rota mais adequada, evitando pontos perigosos e garantindo assim a longevidade do cabo. A conclusão dessa fase atesta que a fabricação final já pode ser concluída e que qualquer ajuste menor de rota ou tipos de cabo podem ser adequados com base nas atuais conclusões do escaneamento marítimo.
O SACS é um cabo de 40 Tbps (terabytes por segundo), com quatro pares de fibra, que vai interligar Angola ao Brasil e possibilitará uma nova rota global de telecomunicações. O SACS estará ligado ao Monet e ao cabo WACS, este último já em operação, estendendo seu alcance a mais de 11 países africanos, além do Brasil, Europa e Estados Unidos.
A construção do cabo SACS está sendo feita pela NEC, no Japão. E a Angola Cables contratou a Ocean Specialists para supervisionar o processo de construção do cabo para, dessa forma, assegurar que os mais altos níveis de qualidade fossem considerados na execução da obra.
“Estamos trabalhando de perto com nossos parceiros e fornecedores para garantir a qualidade da rede SACS para nossos clientes e certamente teremos sucesso em criar a primeira conexão transatlântica sul direta e de alta capacidade, essencial para a nossa estratégia de conectividade global”, diz António Nunes, CEO global da Angola Cables.
Angola Cables é uma multinacional de telecomunicações, fundada em 2009, que opera no mercado de atacado, cujo core business é a comercialização de capacidade em circuitos internacionais de voz e dados por meio de um sistema de cabos submarinos. É um dos maiores acionistas da WACS (West Africa Cable System) fornecendo serviços a operadoras em Angola e na região subsaariana do continente africano.
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