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Altos e Baixos

Começou com festa! A CRN completava 15 anos no Brasil. Revendas e executivos contaram suas histórias nas páginas (físicas e virtuais) da revista. Foi o mês, também, de premiar os Campeões do Canal 2011 e a lista dos vencedores trouxe nomes como Motorola, Intel, HP, Cisco, Furukawa, Commscope, D-Link, Dell, IBM, Lenovo, Samsung, Symantec e Microsoft. Na frente de negócios, acordos eram fechados.  Alcateia passou a distribuir tablets da Asus; Officer estabeleceu parceria com a Wacom; CLM aliou-se com a Force10 Networks.

Boas perspectivas apresentavam-se. A IBM inaugurava seu primeiro laboratório de pesquisas no Hemisfério Sul no Brasil. O mercado parecia seguir uma dinâmica positiva ? com destaque especial para os acontecimentos em solo brasileiro. O País avançava no Índice Global de Inovação (Global Innovation Index), do Insead. Mesmo que ainda longe dos líderes, atingimos um desempenho melhor do que no ano anterior e alcançamos a 47ª posição no ranking mundial, e melhoramos em aspectos como eficiência. A Arcon inaugurou um novo escritório na capital federal como parte de sua estratégia de expansão.

A Totvs alcançou o 22º trimestre consecutivo com crescimento acima de ?dois dígitos? em sua receita. No segundo trimestre do ano fiscal, chegou a 315,19 milhões de reais de receita líquida, atingindo 620,21 milhões de reais no acumulado nos seis primeiros meses do ano. Em proporções maiores, a Intel divulgou uma receita trimestral da ordem de 13 bilhões de dólares, acima das expectativas. E a Check Point alçava um executivo de canal ? Amnon Bar-Lev ? à posição de presidente.

Julho deu mais uma prova de que o ano inclinava-se em direção à nuvem. A Microsoft seguiu nessa frente. A Citrix concluiu a compra da Cloud.com. Paul Maritz, CEO da VMware, deu declarações estratégicas e despretensiosas, enquanto sua companhia promovia atualizações nas infraestruturas de cloud computing. Quase nessa frente, o In-Stat projetava que o mercado de IaaS (Infrastructure-as-a-Service) movimentará 4 bilhões de dólares nos próximos quatro anos. Por outro lado, uma pesquisa com 1 mil empresários realizada pela Newtek Business Services revelava que 48% dos pequenos e médios negócios não acreditam na redução de gastos a partir da adesão de tecnologia dentro do conceito.

Enquanto o Gartner estimava elevação de 7,1% nos gastos mundiais com TI, que devem totalizar 3,67 trilhões de dólares em 2011, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, anunciava seu desejo de expandir o modelo de produção dos tablets para outros produtos de TI no Brasil. “Precisamos de uma política industrial que estimule o conteúdo local”, disse. Tudo ía às mil maravilhas. Mas os ventos começaram a mudar ? chegando a um patamar de tormenta em seu final, como você verá mais adiante.

A LG Electronics reduziu suas metas de vendas. A Samsung reportou lucro 26% menor no segundo trimestre de 2011, ante o mesmo período do ano anterior. A Nokia amargou um dos piores resultados de sua história. A Research in Motion (RIM) revelou intenções de cortar cerca de 2 mil empregos, ou 11% de sua força de trabalho. Só que a bruxa solta não se restringiu a rondar o mercado de telecom. Pelo segundo trimestre consecutivo, o Yahoo! vira sua receita recuar devido à fraqueza dos negócios de publicidade online com recursos gráficos.

Mas, talvez, a grande bomba veio quase no final do mês: a Tech Data comunicou que reduziria suas operações no Brasil, em função de revezes ligados a créditos tributários, que acabaram tornando a atuação local inviável.  A companhia confirmou que passaria a operar somente no estado de São Paulo. O problema intensificou-se após a entrada em vigor da Substituição Tributária (ST) para produtos eletroeletrônicos no estado, em 15 de maio de 2009.

A distribuidora informou que reduziria ?bastante? o quadro de colaboradores e analisaria a carteira de fabricantes parceiros. ?A questão tributária está prejudicando muito o distribuidor. Você compra do fabricante com ST. Se vender em São Paulo, tudo bem, mas para vender para fora do estado, você gera créditos tributários. O custo do dinheiro no Brasil é inviavelmente alto?, argumentou uma fonte que pediu anonimato, completando: ?Não é a Tech Data que está com este problema. É todo o mercado de distribuição.?

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