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Algoritmos assumirão o controle de tudo, afirma o Gartner

A visão do Gartner para o futuro condensa um mix entre aspectos que orbitam entre a euforia e o desespero. As previsões da consultoria apontam para o surgimento de uma era onde os algoritmos – basicamente, sistemas orientados à solução de problemas – ganharão controle sobre tarefas atualmente executadas por humanos (como dirigir, administrar medicamentos e fazer cumprir a lei).

Esses sistemas de inteligência artificial também substituirão apps e desempenharão atividades como a de assistentes pessoais, amplificando aspectos de interação com o mundo ao redor das pessoas. A expectativa é que até 2020, os usuários troquem aplicativos por esses ajudantes digitais. Em outras palavras: sejam todos bem-vindos ao mundo pós-app!

Um vasto mercado aparecerá no campo da oferta de algoritmos com funções específicas, onde companhias construirão e usarão esses mecanismos à medida que se movem mais profundamente rumo à automação para obterem engajamento dos clientes afirm de atingirem ganhos de eficiência operacional.

Os algoritmos “tomarão decisões que significarão vida ou morte”, afirma Peter Sondergaard, diretor de pesquisas do Gartner. Carros, robôs e drones irão funcionar de maneira semi-independente com base em programações que determinarão os riscos que podem (ou não) assumir, que termos devem respeitar e quem “prender”, projeta o analista, pintando um quadro parecido com o que se vê em Robocop.

Esses sistemas também irão aprender e criarão outros mecanismos inteligentes. “Assim, em um primeiro momento, os humanos criarão robôs. Depois de um tempo, os próprios robôs criarão outros robôs”, estabelece.

Ao explicar porque esse é o futuro que deve ser abraçado pelas organizações, Sondergaard despertou uma grande gargalhada da plateia que participa de um simpósio organizado pela consultoria nos Estados Unidos. “Em algumas décadas, não vamos acreditar que deixamos um ser de 18 anos de idade dirigir um mecanismo de R$ 40 mil a 120 km por hora”, dispara.

O cenário sobre o futuro da tecnologia apresentado pelo Gartner tenta dar aos gestores de TI um direcionamento sobre o que deveriam começar a pensar sobre os próximos anos a partir de agora. Isso porque os líderes precisarão evoluir consideravelmente seus aspectos de liderança caso queriam se manter relevantes nesse contexto.

Por trás desse ambiente, há um ponto batido pela consultoria que merece atenção: mais da metade dos gastos de uma empresa em um futuro não muito distante serão orientados a conceitos relativos à tecnologia da informação.

Esses recursos podem ou não passar pelas mãos dos CIOs. “Aceite a realidade de que você controlará uma pequena parte disso, mas terá grande papel influenciando onde será realizado esse investimento”, comenta Sondergaard.

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