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Alemanha é o maior mercado de software da Europa, diz estudo

Sede de empresas conhecidas no mundo das aplicações para o mundo corporativo, a Alemanha lidera os negócios na produção de software da Europa, respondendo por quase metade do faturamento da região.

A constatação é do relatório Truffle 100, que revela que as produtoras germânicas faturaram 2,8 bilhões de euros em 2009, com participação de 47,6% dos 37,2 bilhões de euros movimentados pelas 100 maiores companhias do segmento instaladas em 15 países do velho continente.

O segundo maior mercado de software na Europa é o do Reino Unido, com faturamento de 6 bilhões de euros e participação de 22,3%. O terceiro é a França, com negócios de 3 bilhões de euros e market share de 11,4%, seguida da Holanda, com receita de 811 milhões de euros e fatia de 3,% e Suécia, que movimentou no ano passado 709 milhões, o equivalente a 2,6% do total.

O estudo foi coordenado pela Truffle Capital, fundo de venture capital europeu, em parceria com IDC e CXP. Realizada anualmente, a pesquisa tem o objetivo de mostrar aos governos e à Comissão Econômica Européia (CEE) o dinamismo e importância da indústria de software  para o crescimento da economia da região.

As 100 empresas pesquisadas geram 54 mil empregos e registram anualmente uma expansão de 8,4%. Juntas, elas investiram no ano passado 3,8 bilhões de euros em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), 5,1% a mais que os 3,6 bilhões de euros aplicados em 2008.

A Alemanha se destacou no estudo com duas empresas nas primeiras posições. A SAP, produtora de sistema para gestão empresarial (ERP) é a primeira do ranking das 100 maiores empresas de software da Europa, com receita de 10,6 bilhões de euros em 2009. A segunda é a Sage do Reino Unido, com faturamento de 1,6 bilhão de euros; seguida pela francesa Dassault Systemes, com 1,2 bilhão de euros e Software AG.

Mudanças com cloud computing

Durante encontro com jornalistas, em Bruxelas, o presidente da Truffle Capital, Bernard-Louis Roques, ressalrou a importância de os governos europeus reforçarem programas de incentivo para que as empresas de software ampliem seus investimentos em P&D. Ele observa que as pequenas e médias empresas precisam de mais atenção para aumentar a competitividade, demonstrando que, mesmo em países ricos, a indústria enfrenta dificuldades parecidas com as do segmento no Brasil.

Roques comentou que o modelo de cloud computing e as ofertas de software como serviço (SaaS) vão transformar radicalmente essa indústria nos próximos anos e que as companhias têm que começar a se preparar para as mudanças que vão ocorrer no mercado.

*A jornalista viajou a Bruxelas a convite da Software AG

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