Acesso a sites piratas crescerá mais de 71%, prevê empresa

A crescente disponibilidade, velocidade e acessibilidade constante da banda larga em todo o mundo, facilita a ação de piratas que buscam roubar conteúdo de alto valor. A Irdeto, empresa de segurança para plataformas digitais, constatou recentemente crescimento vertiginoso nos serviços de pirataria oferecidos on-line. Uma das fontes que mais alimentam a pirataria são as redes sociais e a transmissão online (streaming) de eventos esportivos.

Para Jorge Waitz, diretor de Vendas da Irdeto para América Latina e Caribe, combater a pirataria torna-se imperativo não só pelos conteúdos licenciados a serem preservados, mas também por tratar-se de um negócio que movimenta milhões de dólares na ilegalidade.

Veja abaixo alguns dados alarmantes da pesquisa realizada ela equipe de Cyber-Segurança da Irdeto:

• Aumento de 71,4% na visita de sites de pirataria relacionados ao esporte, isso representa um número de 143.064.407 acessos em abril de 2016, para 245.257,906 em maio de 2017.

• Em 27 jogos nacionais de futebol, foram 635 transmissões ao vivo e links de direcionamento para outros sites piratas.

• Em agosto de 2017, a luta de boxe mais esperada do ano Mayweather vs. McGregor, registrou 239 transmissões piratas, estimando aproximadamente 2.930.598 expectadores.

• As redes sociais mais populares utilizadas pelos piratas foram (REDDIT, 34,8%; TWITTER 33,2% e FACEBOOK 27,9%).

• Uma partida de futebol do Barcelona vs. Real Madrid, constou 700.000 views em uma transmissão pirata ancorada ao Facebook.

• O impacto das transmissões piratas causou uma forte reação na Austrália em fevereiro deste ano, a Foxtel, um conglomerado de mídia Australiana, informou que acionaria na justiça todos aqueles que transmitiram ilegalmente a luta de boxe Danny Green vs. Mundine, cujo os direitos exclusivos pertenciam a Foxtel. Um dos sites piratas que realizaram a transmissão registrou uma audiência de 100 mil fãs assistindo ao vivo a luta.

• Em uma pesquisa global recente, conduzida por Irdeto e YouGov, com mais de 25 mil adultos em 30 países, descobriu-se que 52% dos consumidores em todo o mundo observam conteúdo pirateado. Muitos disseram não saber que tanto fornecer conteúdo de vídeo pirateado quanto assistir é ilegal.

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