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Acelerar o desenvolvimento dos profissionais é um dos destaques da Visagio

Agilidade. O conceito aplicado no dia a dia dos clientes também está presente nas práticas de RH da consultoria de gestão Visagio. “Como empresa ágil, ouvimos as pessoas e melhoramos o que se mostra prioritário. Os próprios colaboradores muitas vezes, levantam e tocam algumas pautas que os incomodam, já que temos um modelo de ‘empresa de donos’”, afirma Izaias Miguel, sócio da Visagio, que ocupa o segundo lugar no ranking das Melhores Empresas para Trabalhar em TI 2019, ranking promovido pelo Great Place to Work (GPTW) Brasil e IT Mídia, entre as médias empresas.

O executivo explica que as ações são focadas em acelerar o desenvolvimento das pessoas e manter a cultura. Os números não negam: em média 35% dos profissionais são promovidos por semestre. “Nosso processo de avaliação de desempenho formal é semestral, o que faz com que os profissionais possam ser promovidos até duas vezes por ano em função do desempenho e alinhamento à cultura. Essa avaliação também é utilizada para a definição da PLR anual, reforçando nosso valor de meritocracia”, explica Miguel.

A aposta no aprimoramento constante da equipe resultou na criação de uma universidade corporativa, que tem mais de mil horas de treinamento por ano, e já ultrapassou as fronteiras da companhia. “Nossos clientes perceberam essa nossa ‘máquina de desenvolver gente’ e começaram a pedir para abrirmos nossa universidade corporativa para eles, o que tem sido um sucesso”, revela o executivo.

Ele explica que a empresa investe cada vez mais em cursos on-line para que as pessoas busquem o conhecimento sob demanda. Os treinamentos presenciais são focados em discussão de casos. “A promoção apenas reflete esse desenvolvimento individual acelerado. Cada pessoa só depende de seus resultados (e alinhamento cultural) para ser promovida. Não precisa esperar o ‘chefe’ sair ou crescer. Além disso, todos podem se tornar sócios da empresa”, diz.

Visão de dono

Atualmente, a Visagio tem 38 sócios, sendo que 95% deles começaram como estagiários. “A possibilidade de se tornar sócio surgiu logo no início da operação, como um recurso para reter talentos. Com isso, conseguimos alinhar as pessoas para que estejam engajadas com o crescimento da empresa”, detalha. O modelo de governança prevê que nove sócios façam parte do conselho, eleito anualmente e responsável pelas principais decisões.

Assim com os demais funcionários, os sócios também são avaliados não apenas com base no resultado financeiro, mas também pela sua capacidade de inspirar pessoas. “No dia a dia dos projetos, há feedbacks transparentes e diários entre todos os membros do time. Incentivamos essa troca em todos os níveis – por exemplo, de um estagiário para um sócio. Humildade e sede por aprendizado estão no cerne de nossa cultura, o que facilita esse processo”,orgulha-se.

Satisfação dentro e fora da empresa

De acordo com Miguel, a cultura de transparência e de pouca hierarquia incentiva as pessoas a trazerem suas angústias de forma direta, e o mentor, que é nomeado assim que o profissional ingressa na empresa, avalia a melhor forma de solucionar.

“Algumas vezes o funcionário não se adaptou à cultura da empresa ou almeja atuar em um setor diferente. Nesses casos, o ajudamos a se recolocar em algo onde ela seja mais feliz, muitas vezes em nossos clientes ou empresas onde temos participação. O foco, acima de tudo, é que as pessoas estejam felizes”, conta.

O interesse em atender as demandas dos colaboradores também levou a companhia a estudar a ideia de internacionalização. “Ao perceber que estávamos perdendo profissionais que buscavam uma carreira no exterior, começamos a considerar essa possibilidade. Assim, quando surgiu a oportunidade, decidimos apostar”, relata.

Atualmente, a empresa tem operações em Londres (Inglaterra), Moscou (Rússia) e Perth e Sydney (Austrália), reunindo cerca de cem colaboradores, além de 400 distribuídos pelos escritórios do Rio de Janeiro e de São Paulo. “Somos uma empresa de gente e conhecimento, competindo em um cenário de escassez de talentos. Essa cultura foi e é essencial para atrair e desenvolver as melhores pessoas e crescer de forma saudável”, conclui Miguel.

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