Um dos mercados com fortes perspectivas de crescimento aventados pela Intel durante o seu Solutions Summit (ISS 2013) foi o de servidores. E, como no Brasil, apenas 5% das pequenas e médias empresas possui uma central do tipo, a fabricante brasileira Accept já aposta neste mercado com atuação não só de fornecedora, via canal, mas também de financiadora.
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Em conversa com a CRN Brasil durante o evento, Silvio Campos, diretor comercial e fundador da companhia, explicou que os parceiros serão essenciais no processo, mas que em um primeiro momento a companhia fará todo o trabalho necessário de captação dos leads e apresentação da oferta ao cliente.
“O canal precisará, apenas, implantar a solução”, contou.
Como um grande impeditivo das pequenas empresas brasileiras é a própria falta de recursos, a Accept recomprará o computador utilizado de forma equivocada como servidor da empresa no ato do fechamento do contrato. O pagamento do servidor será feito em até 36 meses.
“Existem quatro milhões de PMEs no Brasil, e apenas 5% possuem servidores. Elas, normalmente, utilizam um desktop como servidor, e algumas vezes isso é aconselhado pela própria revenda”, contou.
O cliente pagará de cem reais a 150 reais mensais, em servidores que custam menos de três mil reais. O projeto piloto, que será iniciado em abril, durará por seis meses, período no qual serão vendidas de 50 a cem máquinas. “Vamos fazer o estudo para saber se o programa precisa de correção. A ideia é gerar lead para nossa revenda, então vamos entrar em contato com a pequena empresa, aconselhar, fazer a oferta e passar para nossa revenda fechar negócio, com a possibilidade de ela vender extensão de garantia e instalação. Faremos 60% do trabalho da revenda”, contou Campos, detalhando ainda que a companhia investirá, inicialmente, cerca de 20 mil dólares mensais no projeto.
Sobre a oportunidade de servidores, impossível não fazer o questionamento: por que, simplesmente, o pequeno cliente não contrata um serviço de cloud computing, que dispensa esse investimento inicial? Um executivo da Intel foi direto: “a questão da conectividade ainda é um problema neste ponto.” E o executivo não falava somente sobre o cenário brasileiro, cujos problemas infraestruturais são conhecidos, mas de uma forma geral, inclusive, dos Estados Unidos. Segundo ele, mesmo quando há conexão, a rede Wi-Fi sofre intermitências, o que gera a necessidade de um ambiente misto – daí que a nuvem a híbrida se torna a melhor opção, em sua visão.
*A jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da Intel
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