Para o CIO da TMB (Transports Metropolitans de Barcelona), Alberto Fonseca Mallol, o mais importante neste projeto é o controle total das informações da frota. ?Se as informações não são confiáveis, o sistema perde a sua utilidade?, afirma.
Desta forma, diariamente, o Centro de Controle da companhia conecta-se, via wi-fi, com os dados da garagem dos ônibus que se carregam a cada final do dia. São informações sobre a rota que os carros terão de fazer no dia seguinte, veículo por veículo. De tal modo que, quando o condutor começa o dia, ele já tem tudo esquematizado: as paradas que terá de fazer, caminhos, tempo de viagem, etc.
Assim, o ônibus, quando sai a serviço, envia posições pela rede de radio até o Centro de Controle que, por meio de seus servidores, processa as informações em tempo real. São quase 20 operadores controlando, cada um, 70 ônibus ao mesmo tempo. Isto possibilita que o SAE (Sistema de Ayuda a la Explotación, em português, Sistema de Localização de Ônibus) possa realizar comparativos e análises das rotas dos veículos, o que possibilita a gestão prática do trânsito.
Quando um veículo vai rápido ou devagar demais, o motorista recebe ordens do Centro de Controle, que aparecem no visor táctil TFT que todos os ônibus possuem. Estas indicações são recebidas em formato de mapas coloridos e os motoristas podem falar com os operadores. Se necessário, são incluídos novos ônibus durante o dia, sempre visando a espera mínima por parte dos passageiros.
Mesmo que diante de um domínio minucioso que controla cada minuto de suas 2, 4 mil linhas que circulam diariamente pelas ruas e avenidas de Barcelona, o CIO da TMB afirma também que falta mais controle diante de situações não previstas, como manifestações, acidentes, etc. ?São casos que deveríamos informar sobre novas rotas para os motoristas, por exemplo, e publicar tais mudanças nos painéis?, explica Fonseca. Ainda que um desafio, este é um projeto futuro do departamento de TI da TMB. ?Mas para entrar em planejamento, a economia tem de apresentar um cenário melhor?, conta o CIO.
O resultado atual é uma média de acertos de 2 minutos para mais ou para menos. ?Consideramos esta margem bastante razoável?, afirma o CIO. Para Fonseca, chegar ao 0 minuto nas 800 mil viagens diárias dos transportes da TMB requer planejamentos de semáforos e sensores de tráfegos absolutamente exatos. ?Mas acredito que existe um limite. Tanta complexidade pode não valer a pena, os imprevistos sempre acontecem?, completa.
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