As fusões e aquisições, até pouco tempo tema exclusivo do
repertório das multinacionais, foram agora incorporadas, de forma irreversível,
ao dia a dia das empresas nacionais que começam a escrever suas experiências
com relação a estes processos. Foi o que
mostrou o Intercâmbio de Ideias sobre o tema durante o IT Forum +.
Aldo Navarro, CIO do grupo Águia Branca, organização que vem
apresentando altas taxas de crescimento, boa parte do meio de aquisições, falou
sobre as compras recentes do grupo, entre as quais as das empresas aéreas Trip
e Total, que fogem do portfólio original da empresa, baseado em transporte
rodoviário e concessionárias de automóveis.
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Entre os desafios enfrentados, Navarro destacou o sigilo
estratégico durante o processo, as incertezas, o tempo necessário para TI e a
agilidade requerida pelo negócio. Biagio
Caetano, da Taurus, foi o coordenador do grupo amarelo sobre o mesmo tema.
Entre os pontos chave ele destacou a participação da TI no processo de fusões e
aquisições, a confidencialidade, comunicação clara e transparente, alinhamento
colaborativo das equipes e dos fornecedores, o atendimento fatores críticos de
sucesso.
Caetano destacou ainda a necessidade de antecipação de
eventuais problemas, a integração de sistemas e infraestrutura e poder contar
com parceiros sólidos de soluções, além da velocidade exigida de TI. E sugere:
planejar, planejar e planejar e executar tão bem quanto planejar.
Com as experiências recentes, Aldo Navarro decidiu consolidar os dados das
empresas de cada área do grupo separadamente. “Eles podem estar no mesmo data center, mas cada qual tem seu
próprio rack, e o data center está
sempre preparado para novas aquisições”, explica.
Outros aprendizados foram um check list sobre a TI das empresas adquiridas e a padronização de
sistemas de missão crítica e das políticas de TI. “Uniformiza primeiro e
pergunta depois”, sugere. E estar sempre alinhado com os acionistas e mantê-los
atualizados sobre o processo.
Navarro chegou a desenvolver uma trilogia do sucesso
composta por competência, paixão e importância para a empresa. Mas adverte, tem
que haver a combinação dos três elementos. Segundo ele, somente competência e
paixão sem a importância para a empresa é igual a hobby; paixão mais importância para a empresa
sem competência é igual a coisa de principiante empolgado e por fim competência
mais importância para a empresa, mas sem paixão, é igual a obrigação
desgastante.
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