A chamada “Shadow IT” – quando os usuários
adquirem e administram os recursos de TI fora do controle do departamento de TI – é
a perdição de muitos CIOs. Vimos várias instâncias disso através
dos anos, incluindo a utilização de PCs, da internet, do iPhone e, agora, dos
recursos de computação em nuvem sem uma política formal e apoio da equipe de TI.
É fácil entender porque os usuários recorrem
a TI das sombras: profissionais das áreas de negócios sentem necessidade de um tipo específico de tecnologia e, em vez de brigar com a equipe de TI em reuniões sem fim, olham para a nuvem e pegam o que
precisam. Estudo recente da PricewaterhouseCoopers descobriu que até 30% do
gasto da TI vem das unidades de negócios e jamais estiveram previstas no orçamento oficial de TI.
Apesar de parecer uma completa anarquia para muitos da área de TI, a Shadow IT, na
realidade, leva a empresa em direções mais produtivas, que, hoje, incluem a
utilização da nuvem. Vimos esse mesmo benefício guiado pelo usuário na década
de 1980 com o PC, na década de 1990 com a Internet e nos últimos anos com os
dispositivos móveis. Agora os usuários estão contratando por conta própria serviços de nuvem como o compartilhamento de arquivos e documentos, aplicativos empresariais,
armazenamento em massa e até mesmo análise de dados sob demanda.
Não defendo que a TI desista do controle a
permita que as unidades de negócios adotem qualquer tecnologia que
quiserem. Contudo, a TI precisa encarar a realidade: nas últimas três décadas
ou mais, a TI corporativa tem sido lenta na hora de iniciar a utilização de
novas tecnologias produtivas.
Quando as unidades de negócios seguem em
frente, eles forçam a mão da TI corporativa. Muitas vezes, a TI irá negar a
utilização de recursos baseados em nuvem não autorizados e, assim, reduzirá a
produtividade daquela unidade de negócios. Uma melhor abordagem seria ficar à frente da tecnologia em nome da empresa, liderando, em vez de
seguir essas unidades de negócios em relação à nuvem.
O resultado final é um departamento de TI renovado, preparado para liderar o caminho na avaliação de novas tecnologias, tais como
a computação em nuvem, e em trazer valor para o negócio.
Os dias da TI dizer
não automaticamente estão acabando. Se a TI não agregar valor,
então as unidades de negócios irão ignorá-la, e isso levaria a um recurso de TI
corporativa menor e menos impactante. Não acho que ninguém queira ou precise
disso agora.
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