HTML5 e CSS3
E o tempo provou que tinham razão. O novo padrão não vingou. Os desenvolvedores dos programas navegadores não mostraram grande entusiasmo em aderir (e sem sua adesão, não há padrão que vá para frente), a comunidade de desenvolvedores também não ficou propriamente deslumbrada com ele e, em outubro de 2006 o próprio Tim Berners-Lee, no artigo “Reinventing HTML“, reconhecia: “A experiência dos últimos anos tornou algumas coisas muito claras. É necessário evoluir a HTML incrementalmente. A tentativa de fazer o mundo mudar para XML incluindo aspas em torno de valores de atributos, barras inclinadas em rótulos vazios e ?namespaces?, tudo ao mesmo tempo, não funcionou” (Some things are clearer with hindsight of several years. It is necessary to evolve HTML incrementally. The attempt to get the world to switch to XML including quotes around attribute values and slashes in empty tags and namespaces all at once didn”t work).
Então Berners-Lee, no legítimo exercício de sua posição de “manda-chuva” do W3C (procurei sua posição oficial, mas a página do W3C diz apenas que a instituição é “liderada” por ele ? exatamente nestes termos: “led by Web inventor Tim Berners-Lee“), convidou os componentes do WHATWG para participar do W3C, instituindo assim o W3CHTML Working Group. Com o objetivo de retomar o desenvolvimento da HTML.
A primeira providência do W3CHTML WG foi rebatizar as “Web Applications 1.0” para HTML5. Assim mesmo, sem espaço separando o “HTML” do “5”.
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Já no que toca à XHTML, parece que se foi em boa hora: em outubro de 2009 o XHTML Working Group foi extinto pelo W3C (veja a justificativa aqui) e, pelo menos por enquanto, não se fala mais nela.
Ou seja: a guerra dos padrões (ou, pelo menos, a grande batalha dos padrões) acabara de se encerrar. E com um lídimo vencedor.
Hoje, embora a versão HTML5 ainda não tenha sido oficialmente liberada, sabe-se muito sobre os novos recursos que ela implementará. Já há diversos livros publicados sobre ela, alguns bastante didáticos sugerindo exemplos de implementações de páginas que utilizam os novos recursos e quase todos contendo meios e modos para que estas páginas não apareçam “quebradas” mesmo nos programas navegadores que ainda não implementaram suporte para seus recursos.
E a HTML não está evoluindo sozinha. As CSS jamais pararam de evoluir (mesmo porque não haveria razão para que parassem, já que a XHTML também se apoiava fortemente em seu uso). Durante todos estes anos o grupo que trata de seu desenvolvimento, alheio à guerra dos padrões que afinal não os afetava, continuou trabalhando com empenho no desenvolvimento da nova versão, a CSS3. E, como os padrões são abertos e as discussões são públicas, as versões mais recentes dos programas navegadores também já suportam grande parte de seus novos recursos.
Quer dizer: embora não liberadas oficialmente, a HTML5 e as CSS3 já estão com a bola toda.
E quais são os programas navegadores que as suportam e em que medida este suporte é feito?
Bem, até recentemente a grande exceção era o IE. Pois todos os demais programas navegadores de alguma importância (ou seja: Firefox, Chrome, Safari e Opera), assim como todos aqueles desenvolvidos ou adaptados para os dispositivos móveis como tabletes (“tablets“) e telefones espertos (“smartphones“), praticamente sem exceção, já oferecem suporte se não a todas, certamente à maioria dos novos recursos tanto da HTML5 quanto das CSS3.
E agora, com o suporte oferecido pelo IE9, o quadro se completa.
Quer dizer: quem quiser programar páginas web usando HTML5 e CSS3, sinta-se à vontade.
E bom proveito.
E se houver interesse em saber quais foram os recursos acrescentados às novas versões e como eles influenciarão a criação de páginas Web, favor manifestá-lo nos comentários.
B. Piropo
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