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A guerra dos padrões I: a Web e seus padrões

A Microsoft está muito perto de lançar a nova versão de seu Internet Explorer, o IE9. Tão perto que já liberou para o público a versão beta RC (de “Release Candidate”, ou candidato à liberação, em geral a última revisão da beta anterior ao lançamento) que pode ser obtida na página do Internet Explorer no sítio da empresa.

Eu já a instalei e, em minha opinião, está excelente. Foi preciso perder a liderança dos programas navegadores para que a MS aprendesse que não poderia continuar se comportando como dona do mercado e fosse obrigada a dar atenção às novidades introduzidas pela concorrência (hoje o Firefox ocupa a liderança com 43% dos usuários e o IE vem em um distante segundo lugar com seus 27%, perseguido de perto pelo Chrome, que já conquistou 24% dos internautas). Resultado: o IE9 incorporou tudo o que seus concorrentes trazem de melhor e mais alguma coisa. Mas ainda assim não acredito que a MS volte a conquistar a liderança perdida.

Este deveria ser o assunto desta coluna. Na qual eu pretendia destacar que, afinal, a MS se curvou à padronização e pela primeira vez oferecerá ao público um navegador que suporta a grande maioria das inovações contidas nas novas versões dos padrões HTML e CSS que, apesar de ainda em desenvolvimento, já estão sendo abraçadas com ardor pela concorrência.

Então pensei: diante da menção dos acrônimos “HTML5” e “CSS3”, que porcentagem dos leitores fará, efetivamente, ideia do que se trata? Provavelmente terei que explicar. E explicar direitinho, porque o assunto é mais importante do que parece. Afinal, não se trata meramente da adoção deste ou daquele padrão, trata-se do (presumivelmente) resultado final da “batalha dos padrões”. Que terá uma influência fundamental na forma como serão exibidas em nossas telas todas as páginas da Internet. E quando digo “todas”, são todas mesmo: não apenas as que serão desenvolvidas daqui em diante aderindo às novas versões dos padrões como também as dezenas de milhões (ou bilhões, sei lá) de páginas já espalhadas pela rede, desenvolvidas antes destas versões serem adotadas.

Portanto, corro o risco de tornar a explicação mais longa que a coluna.

Então, em vez de escrever sobre o IE9, melhor usar uma linguagem bem acessível e totalmente despida de qualquer tecnicismo para tentar explicar o que são estes padrões, qual sua importância, a influência que eles exercem sobre a exibição de páginas da Internet e a tal “guerra dos padrões”.

Daí esta coluna…

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