Uma porção de ataques recentemente feitos a perfis de alto nível dos Estados Unidos – como o incidente com mensagens do Partido Democrata – mostram que a ciberguerra oficialmente chegou. E, de acordo com o cientista de pesquisas sênior da empresa de segurança Comodo, Kenneth Geers, a tendência é de que as coisas só piorem.
“Não há dúvidas de que a ciberguerra é real”, disse ele, durante apresentação na conferência de segurança BlackHat, que acontece nesta semana em Las Vegas (EUA). “Se ela alcançou o nível de arma de disrupção em massa, isso é outra questão. Ainda não temos uma resposta decisiva [sobre isso]”, completou.
Durante os últimos dois anos, Geers trabalhou em conjunto com a Otan para observar o desenrolar da ciberguerra na Ucrânia, que contou com malwares, ataques de negação de serviço, derrubada de sites e campanhas de desinformação. A Rússia está atacando como em uma guerra real.
Os esforços cibernéticos são tamanhos que, uma dia, Geers estima que eles possam custar vidas de inocentes – tantas quanto uma bomba pode afetar. Imagine se um inimigo lança um ataque 0-day para explorar uma vulnerabilidade em um tanque – que como aviões e navios, exalam computação atualmente. O resultado pode ser catastrófico.
Ataques bem feitos também podem afetar infraestruturas críticas, como a rede elétrica de uma cidade inteira; confundir lideranças militares e até mesmo truncar um processo de tomada de decisão, completa o executivo.
É preciso estar preparado para qualquer incidente, mesmo em tempos de paz.
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