Hapvida usará IA para detectar fraudes e inconsistências em exames odontológicos

Solução foi desenvolvida com a Universidade Federal do Piauí e deve apoiar operadora em processos de auditoria

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10:32 am - 09 de abril de 2026
Foto: Reprodução

A operadora de planos de saúde Hapvida anunciou recentemente que vai utilizar, ainda no primeiro semestre de 2026 e em sua rede própria, uma tecnologia assistiva para análises de imagens odontológicas. O recurso usa inteligência artificial e é voltado para processos de auditoria, ou seja, depois do processo de laudo, e foi desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI).

A expectativa é que a IA ajude a identificar padrões e apoie na detecção de “inconsistências”, depois apontadas em processos de auditoria. A ferramenta atua como suporte ao trabalho dos profissionais, diz a empresa, ajudando a identificar por exemplo situações em que uma mesma imagem pode ter sido reutilizada. A tecnologia também quer estimular boas práticas de documentação de atendimentos.

“Nosso objetivo é apoiar a prática clínica com mais segurança e transparência, fortalecendo a confiança em todo o processo”, diz em comunicado Paloma Prado de Sá, gerente de auditoria odontológica da Hapvida. “Quando conseguimos evitar inconsistências, contribuímos para um sistema mais equilibrado e sustentável (…)”.

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A solução transforma imagens em vetores para análise de similaridade, permitindo identificar padrões com “alto nível de precisão”. Em testes com dados reais, a Hapvida diz que o modelo alcançou índices de assertividade superiores a 95%, e de até 99% em “configurações mais rigorosas”.

Segundo as partes envolvidas, em estudo feito entre junho de 2024 e junho de 2025 com mais de 4 milhões de imagens, foram identificados padrões de inconsistências em guias e procedimentos. Isso permitiu aprimorar mecanismos de auditoria.

“Ao ampliar os critérios de busca, foi possível encontrar ainda mais ocorrências, mantendo a qualidade da detecção”, diz o professor e pesquisador da UFPI, Pedro de Alcântara dos Santos Neto, que liderou o estudo. O sistema mostrou eficácia mesmo quando imagens passaram por alterações, como recortes, mudanças de iluminação ou envio parcial, estratégias utilizadas para tentar burlar mecanismos de controle, diz a Hapvida.

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Redação

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