O mercado de trabalho está cada vez mais dinâmico e requer novas competências numa velocidade que as universidades nem sempre dão conta de atender. Mas não é só por isso que os diplomas vão perder o protagonismo no processo de seleção. Isso não significa, contudo, que os títulos serão dispensáveis. Mas que as visões se expandirão para além deles.
Publicação do Fórum Econômico Mundial 2019 – The Future of Jobs: Employment, Skills and Workforce Strategy for the Fourth Industrial Revolution – já aponta para esse caminho ao revelar que este ano haverá uma mudança de 35% das habilidades demandadas nas ocupações de trabalho. Na prática, destaca aquelas capacidades que serão essenciais a todos os profissionais que quiserem ser bem-sucedidos, independentemente da área.
E o que se vê agora são recrutadores atentos a habilidades que até pouco tempo podiam ser completamente negligenciadas quando se examinava currículos ou perfis do LinkedIn. “De hoje em diante, e cada vez mais, determinadas características serão cobiçadas dentro das organizações”, diz a CEO da HSD, Susana Falchi, consultora de Recursos Humanos. Ela destaca 8 competências que serão avaliadas no candidato ideal. São elas:
Transmitir ideias com desenvoltura é essencial, mas a coerência entre o discurso e a ação também contam pontos. Além disso, a objetividade, saber escutar e desenvolver pensamento crítico estão dentro das habilidades de um bom comunicador.
Relacionar-se com pessoas é uma constante negociação. Por isso, a habilidade da persuasão é essencial num bom profissional, além de ajudar na administração de conflitos. A conciliação de diferenças é demanda de qualquer área.
O carisma necessário para envolver e motivar as pessoas, bem como detectar e desenvolver potenciais da equipe, é uma capacidade que faz toda diferença. A liderança também envolve tomada de decisão e assertividade.
Lealdade, transparência, confiabilidade e respeito às pessoas, além de inclinação para ajudar o outro são requisitos muito bem avaliados.
O envolvimento com o trabalho para além da remuneração é extremamente importante para desencadear um ciclo que envolve tomada de iniciativa, entusiasmo e vibração. É importante gostar do que se faz.
Capacidade de trabalhar sob pressão, resistência à frustração, e maturidade para resolução de problemas complexos, são qualificações que pesam tanto quanto ou mais que as técnicas.
Facilidade de se adaptar às mudanças e rever pontos de vista, abertura para receber críticas e ideias diferentes. Criar ou usar diferentes conjuntos de regras para combinar ou agrupar as coisas de diferentes maneiras e buscar soluções inovadoras também fazem parte das verificações.
Muito ligada à flexibilidade, e sem a qual é impossível criar, é uma habilidade desejável para intuir e inovar.
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