Uma pesquisa divulgada pela consultoria Cushman & Wakefield aponta que a tendência para o cenário pós-pandemia é de que as companhias continuem trabalhando em home office, mesmo aquelas que relutaram para adotar o modelo. Neste sentido, as empresas estão apostando em ampliação de políticas de home office e menor espaço físico dos escritórios.
O estudo foi realizado em abril, por email, com centenas de lideranças de diferentes setores, como bens de consumo, tecnologia, saúde. Dos entrevistados, cerca de um quarto (25,4%) classificou como totalmente positiva a experiência do home office, enquanto 59% afirmaram que existem mais pontos positivos do que negativos. Somente 2,5% dos entrevistados afirmaram que é totalmente negativo, enquanto 13,1% declararam que há mais pontos negativos do que positivos.
O número de empresas que pretende adotar, manter ou ampliar políticas para home office como algo definitivo é amplamente superior. Somadas as empresas que já adotavam o modelo totalmente (4,9%) com aquelas que adotavam parcialmente (28,7%) e também com as que não adotavam, mas passaram a usar o modelo durante a quarentena (40,2%), o índice de empresas que pretendem adotar o home office como algo definitivo chega a 73,8%.
O percentual de empresas que deseja adotar o modelo de trabalho remoto chama a atenção, uma vez que, das empresas ouvidas na pesquisa, 42,6% nunca haviam adotado antes da quarentena e sequer imaginavam essa possibilidade, 23,8% afirmaram que o home office era algo em estudo, mas não definido. Das que afirmaram que já adotavam o modelo, 26,2% o faziam de forma parcial e somente para alguns cargos e dias da semana, enquanto uma minoria (7,4%) declarou que a empresa adotava o modelo de forma mais abrangente, incluindo diversos cargos e em dias variados da semana.
A adoção do home office está ligada a um movimento de redução ou remodelação de espaço de trabalho no futuro. De acordo com a pesquisa, 29,5% dos tomadores de decisão afirmaram que a empresa deve reduzir o espaço físico no futuro por conta do sucesso do home office e outros 15,6% apontaram a redução como consequência de questões econômicas relacionadas à pandemia. Uma grande parcela afirmou ainda não ser possível definir, 35,2%, enquanto 19,7% cravaram que não haverá redução de espaço físico no futuro.
Dentre os que responderam que a empresa pretende reduzir o espaço físico, o percentual de redução mais apontado foi entre 10% a 30%.
“O que notamos mais fortemente como tendência futura é o menor adensamento de pessoas nos escritórios. Isto é, as pessoas devem trabalhar de forma a se respeitar o distanciamento social, não somente pelo risco de contaminação pelo COVID-19, mas também pela segurança de todos em casos similares”, afirma Natália Pozzani, Head de Marketing da Cushman & Wakefield.
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