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70% das instituições de saúde atendem por telemedicina

Mais de 70% das instituições de saúde já disponibilizam atendimento por telemedicina, sendo que 24% já aderiram à modalidade plenamente e 48% tiveram adesão parcial dos profissionais. Além disso, grande parcela das clínicas e hospitais teve que mudar a rotina devido à pandemia, e 13,5% passou a atender apenas à distância.

É o que revela o Panorama das Clínicas e Hospitais 2021, estudo feito pela Doctoralia e pela TuoTempo. O estudo ouviu 340 profissionais de diversos centros médicos do país entre 15 de setembro e 9 de outubro de 2020. Buscou entender como a pandemia transformou a rotina das instituições e profissionais da saúde.

Leia mais: Telemedicina ajuda líderes a operacionalizar empatia durante a pandemia

Ao serem questionados se continuarão oferecendo ou passarão a oferecer telemedicina caso a modalidade seja regularizada em definitivo no Brasil após a pandemia, 65% dos entrevistados disseram que sim. Outros 24% disseram que não sabem, enquanto os que negaram a continuidade são apenas 11%.

Mesmo que várias opções específicas para clínicas e hospitais existam (e sejam usados por 45% dos entrevistados), mais da metade das clínicas e hospitais (51%) opta por plataformas de vídeo gratuitas, como Zoom, Skype, WhatsApp ou Google Meet para as consultas. Plataformas fornecidas pelos planos de saúde só são usadas por 2%.

O grande problema desse cenário, segundo o estudo, é que essas plataformas gratuitas de vídeo não são preparadas para lidar com os dados sigilosos como os médicos. Com a LGPD em rigor, a credibilidade e a privacidade das ferramentas devem ser levadas em conta.

Outra tecnologia comum é o agendamento de consultas online, oferecido por 84% dos ouvidos. Confirmação de consultas também são comuns para 72% das clínicas e hospitais, enquanto a aplicação de pesquisas de satisfação online acontece em 61%.

Apesar de os serviços de comunicação com o especialista (43%), pagamento (37%) e prescrição eletrônica (32%) online serem complementares à telemedicina, são menos prevalentes em centros médicos. A triagem (19%) e o check-in (16%) são as opções menos ofertadas.

Agendas de papel

Além da telemedicina, a tecnologia está ajudando os prestadores de serviços em saúde a digitalizarem serviços. Novos softwares e tecnologias são vistos como tendências para boa parte dos ouvidos.

A maioria dos entrevistados (58%) utilizam sistemas pagos para a gestão de consultas ou desenvolvidos internamente (12%). Outros 14% usam calendários gratuitos e 16% ainda fazem o controle em agendas de papel.

O estudo completo pode ser baixado neste link.

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