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7 em cada 10 jovens ignoram políticas de segurança

Políticas de segurança costumam ser inimigas de funcionários mais jovens nas empresas. É muito comum, aliás, que esse público rejeite diversas ações que visem à padronização ou bloqueio de serviços como redes sociais. Para referendar tal cenário, um estudo produzido pela Cisco mostra, por exemplo, que sete em cada dez jovens ignoram políticas de TI. Em contrapartida, uma em cada quatro pessoas com menos de 30 anos é vítima de roubo de dados.

O estudo Cisco Connected World Technology, encomendado pela fabricante e conduzido pela InsightExpress, ouviu 2,8 mil universitários e jovens profissionais de 14 países, entre eles o Brasil. A ideia da pesquisa foi compreender como as empresas devem equilibrar necessidades corporativas e gestão de riscos com o comportamento e as expectativas tecnológicas da próxima geração de funcionários.

Excesso de confiança dos jovens em relação ao mundo digital pode explicar o fato de um em cada quatro universitários e profissionais ter sofrido roubo de identidade antes de completar 30 anos. A pesquisa mostra, também, que 33% dos universitários não veem problemas em compartilhar informações pessoais online e acreditam que as fronteiras da privacidade estão se afrouxando.

Quando se volta para o ambiente corporativo, ainda que cientes das políticas de TI, sete em cada dez profissionais admitem violar essas regras com frequência variada. No Brasil a média é muito similar, com 69% dos respondentes afirmando adotar tal condução.

Do total de participantes, 10% informaram que as políticas de TI restringem o uso de tablets, o que configura um desafio à TI, em um momento em que a tendência de consumerização é crescente. Diversos relatos e levantamentos mostram que jovens optariam por uma companhia que pagasse um salário menor, mas que desse liberdade de acesso às redes sociais e também ao uso de dispositivos pessoais.

Algo que também representa um perigo para a segurança da informação das companhias está no compartilhamento de equipamentos. No mundo, 56% dos participantes disseram ter permitido que outras pessoas usassem seus computadores sem supervisão. No Brasil, esse porcentual chega a 70%.

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