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7 em cada 10 brasileiros sofrem tentativa de golpe de suporte técnico

A maioria dos adultos brasileiros foi exposta a um golpe de suporte técnico relacionado à Microsoft este ano. O número de pessoas que receberam contatos de criminosos alegando problemas técnicos em dispositivos da gigante de tecnologia saltou de 67% para 70% nos últimos dois anos.

No país, 29% dos consumidores foram vítimas de fraude – ou seja, caíram nessas armadilhas –, contra 24% em 2018. Desses, o número de usuários que perderam dinheiro na ocasião subiu de 5% para 7%.

Esses números integram um estudo conduzido pelo YouGov, a pedido da Microsoft, em 16 países com intuito de analisar golpes de suporte técnico e seu impacto sobre os consumidores. Globalmente, houve uma queda significativa na quantidade de consumidores expostos a golpes de suporte técnico em comparação a 2018.

Em todo o mundo, três em cada cinco consumidores se depararam com um golpe de suporte técnico nos últimos 12 meses. Já um em cada seis usuários foi induzido a continuar com o golpe, levando as vítimas a perderem centenas de dólares para os golpistas.

“Não enfrentamos mais apenas ligações fraudulentas, mas também uma infraestrutura mais sofisticada que aproveita os vendedores parceiros para implantar pop-ups de aparência legítima para os consumidores, levando-os a se comunicarem com call centers fraudulentos”, analisou Victoria Beckman, líder da Unidade de Crimes Digitais (DCU) para as Américas na Microsoft.

Ela também observa que os golpistas fazem uso de e-mails, otimização de motores de busca e táticas de engenharia social para atrair as vítimas. De acordo com Beckman, essas táticas vêm alimentando um modelo de negócios facilmente replicável, com os perpetradores compartilhando recursos, incluindo encaminhamentos para call centers, clientes em potencial e processadores de pagamentos.

Leia mais: E o PIX pegou: dois casos de sucesso do sistema de pagamentos instantâneos

Fraudes

Dentre os consumidores que deram continuidade a um golpe no âmbito global, a abordagem mais comum durante a interação foram problemas com o computador (30%), seguido por senhas comprometidas (23%) e uso fraudulento de cartões de crédito, débito e departamentais (18%).

Outro ponto que chama atenção no levantamento global é que os consumidores estão menos propensos a confiarem em contatos não solicitados e consideram cada vez menos provável que uma empresa entre em contato com eles dessa forma. No entanto, a geração “millenial” é mais propícia a confiar nesses contatos desconhecidos e, portanto, tem mais chances de cair nesses golpes.

Após se conectarem com as vítimas, os golpistas roubam informações pessoais e financeiras. Algumas chegaram pagar 200 dólares, em média, e muitas enfrentaram repetidas interações. Foram registradas inclusive perdas de milhares de dólares para um suporte técnico falso, buscando consertar problemas de computador inexistentes.

Diante desse grave cenário, a Unidade de Crimes Digitais da Microsoft vem atuando para ajudar a frear o problema, estabelecendo parcerias com agências responsáveis pela aplicação da lei, fortalecendo sua tecnologia proprietária e educando os consumidores.

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