Demitir um funcionário não é uma tarefa fácil para o gestor. É preciso lidar com a expectativa e frustração de uma pessoa que dedicou tempo e esforços a uma empresa e que, agora, estará perdendo o emprego.
Dito isso, quando as demissões são inevitáveis, há um caminho que possa garantir uma experiência menos traumática? Segundo a consultoria Robert Half, é preciso ter cuidado e zelo com o funcionário. Além disso, há algumas dicas que gestores podem seguir para que uma demissão não cause constrangimentos. As dicas a seguir valem tanto para gestores quanto funcionários e o restante da equipe.
É ideal que a conversa seja particular, aconselha a Robert Half. “Certifique-se de que você e o colaborador terão privacidade para dialogar, e de que não serão interrompidos. Também não funciona tratar desse assunto por telefone, e-mail ou mensagens de aplicativos de celular. Lembre-se de que o funcionário, por mais que esteja indo embora, merece consideração”, reforça a consultoria.
“De maneira nenhuma seja ríspido nesse momento. A situação é delicada e exige tato; grosseria pode tornar tudo muito mais constrangedor e invasivo. Seja educado, escolha bem as palavras, de preferência pense no que vai falar antes da reunião”, aconselha a consultoria. No entanto, não é preciso dar voltas para abordar o assunto, diz a Robert Half. “Dê o tom do diálogo logo no início, fazendo o funcionário entender que essa será uma conversa definitiva. Não fale demais e não caia em contradições”, completa.
Ainda segundo a consultoria, não é adequado dizer que ajudará o colaborador a encontrar outro emprego, pois pode soar falso. Porém, caso seja possível, uma carta de recomendação pode ser a confirmação de que a relação com a empresa terminou, mas que não há ressentimentos ou motivos para mágoas, indica a Robert Half.
Muitas vezes os gestores criam laços de amizade com os colaboradores, e podem acabar tendo um momento desastroso na hora da demissão por colocar as relações pessoais em primeiro plano. É preciso ser profissional e saber separar as coisas, além de deixar isso claro ao funcionário. É preciso maturidade para que, após a demissão, a amizade prossiga.
Controle as emoções como ansiedade, raiva e tristeza. Deixar que o funcionário perceba o descontrole pode afetar na reação dele, que pode passar a ser imprevisível. Quanto mais calmo o gestor estiver, mais segurança passará para o trabalhador, que por sua vez, tende a ficar mais controlado e menos confuso no decorrer da conversa.
A reação de um colaborador diante de uma situação como essa é imprevisível, mesmo que ele já esteja recebendo feedbacks negativos há algum tempo. Pode acontecer algum momento de choro, de desabafo, ou uma reação equilibrada. É preciso ter em mente que é preciso respeitar o momento do funcionário. As reações podem variar de acordo com a situação. Apenas deixe que o colaborador tenha o momento de fala.
Após a demissão, é importante comunicar ao restante da equipe, de forma objetiva, que o ex-colega foi desligado de suas antigas funções, com o cuidado de não o expor. Isso evita que especulações sejam feitas e transmite a mensagem de que a gestão se importa em dar satisfações aos funcionários.
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