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58% das pequenas empresas não estão preparadas para a LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) deve entrar em vigor em agosto deste ano, mas o número de micro e pequenas empresas (MPEs) que não estão preparadas para a implementação da lei é alto.

Uma pesquisa realizada pela ICTS Protiviti revela que 58,3% destas empresas não iniciaram ações necessárias para o cumprimento da lei.

Outro dado revela que 71,9% das companhias ainda não possuem domínio sobre informações sigilosas e sensíveis dos seus clientes. Entre os dados estão nome, telefone, endereço residencial e outros.

Também foi relatado que 75% das empresas não possuem políticas ou normas de segurança implementadas. Este passo é fundamental para que colaboradores atuem de forma correta, garantindo a privacidade dos dados pessoais que a organização possui.

Em termos de mão de obra, 85% das MPEs do levantamento ainda não capacitaram seus funcionários para lidarem com as novas regras.

Os dados foram coletados a partir de interações das empresas no Portal LGPD de 10 de agosto a 10 de novembro de 2019. As micro e pequenas empresas da amostra são de tecnologia da informação, serviços profissionais diversos, saúde, educação, agropecuária e construção civil.

É preciso conscientização

Como avalia Jefferson Kiyohara, especialista em LGPD e diretor da prática de compliance na ICTS Protiviti, empresas de pequeno porte desconhecem os impactos da lei por motivos técnicos e culturais dos empreendedores.

“Muitos donos de empresas não sabem que a partir do ano que vem quem pedir o CPF, e-mail ou qualquer dado pessoal, sem sinalizar para o cliente os motivos dessa coleta e o que será feito com os dados, poderá ser multado, o que pesará no bolso”, disse Kiyohara.

O não cumprimento da LGPD pode acarretar em multas com limite de R$ 50 milhões por infração. O titular dos dados pode, a qualquer momento, solicitar que seus dados sejam retirados ou editados de um banco de dados.

Já sobre os empreendedores que têm conhecimento sobre a nova lei, Kiyohara explica que eles “não imaginam por onde começar”. Nesta etapa final, ele diz que “é preciso um trabalho de conscientização […], principalmente neste nicho de empresas”.

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