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5 dicas para empresas desenvolverem aplicativos móveis

Aplicativos móveis estão se tornando itens essenciais para muitas companhias, assim como eram os websites há uma década.
Companhias desejam desenvolver aplicativos móveis, para funcionários e consumidores, mas com freqüência não sabem como ou por que deve fazê-lo, o que sabem é que devem ter um. ?Muitas empresas vem até nós pedir para criar um aplicativo para Iphone?, disse Anthony Franco, presidente e co-fundador da firma de design, EffectiveUI. ?Nós perguntamos por que e eles não sabem responder?. A EffettiveUI construiu aplicativos para Adobe, Boeing, FedEx, Level3, Microsoft, National Geographic, e TIAA-CREF, entre outros.

Segundo Franco o que está faltando no mercado corporativo é uma estratégia global móvel e a compreensão de como um aplicativo vai ajudar tanto o usuário quanto a companhia que oferece o aplicativo.
Para complicar as coisas, Franco disse que não existe um método pré-estabelecido para escolher as ferramentas adequadas para o trabalho.

1.Pergunte o motivo: Segundo Franco é fundamental que as empresas perguntem o motivo de ter um aplicativo móvel e como isso irá ajudar o usuário final.
Evan Geerlings, VP de mobilidade no Trailer Park, uma empresa de design de app que tem trabalhado com grandes empresas como American Express, Dell e Warner Bros, disse que os clientes muitas vezes têm o motivo bem definido, mas companhias menos sofisticadas podem não ter pensado sobre isso.
?Alguns clientes precisam que a gente segure sua mão e oriente-os do motivo pelo qual estamos sugerindo um aplicativo ou site de internet móvel?, disse.

2. Pergunte como: A Justificativa para criar um app e a identificação do seu valor para os usuários podem ajudar a responder como ele deve ser criado. Segundo Franco, existem três abordagens fundamentais: construir apps nativos, usar estrutura de desenvolvimento, e criar app para web. Isso pode ser um pouco mais complicado do que construir app de mobilidade híbrida que combine códigos de web e nativo.
Brook Molla, arquiteto chefe de software na EffectiveUI, disse que o código nativo tende ser a melhor escolha quando o desempenho é crítico. ?Caso esteja em processo intensivo de desenvolvimento, esse é o momento que você mais precisa de apps nativos?, disse.

Desenvolvimento de estrutura ou ferramentas, entretanto, permitem maior rapidez. Geerlings disse que sua companhia tinha utilizado, recentemente, o aplicativo móvel Corona SDK, da Ansca, para criar o Dolphin Tale: arremesse um peixe, um app para iOS e Android que foi lançado em conjunto com o filme, de mesmo nome, pela Warner Bros. Pictures. ?Os clientes cada vez mais nos procuram para construir coisas mais rápidas e baratas do que em código nativo?, disse. ?E é aí que ferramentas como Corona entram em jogo?.

Embora reconhecendo que os desenvolvedores podem fazer mais em um código nativo ? estruturas de desenvolvimento em geral, apenas implementam um subconjuntos de espécies nativas do sistema operacional móvel APIs ? disse Geerlings, aquela estruturas permite que você trabalhe em múltiplas plataformas de forma rápida e com baixo custo. Ele estima que a Corona SDK permita que a companhia complete o Dolphin Tale: arremesse um peixe, em metade do tempo que o projeto levaria em um código nativo. Mas isso assume que estamos falando de um único projeto. O app nativo que se baseia no código pode ser completado rapidamente.

Segundo Molla, sua companhia não tem uma estrutura de desenvolvimento favorito, mas era familiar com muitas delas. Ele mencionou uma variedade ferramentas do Adobe como, Appcelerator Titanium, Corona SDK e PhoneGap. Mas existem muitos outros: appMobi, Gideros, haXe, Moai, Mo Sync, Rhodes, Tigge e Unity3D, entre outros.

?As ferramentas estão surgindo e se tornando mais competitivas?, disse.
Geerlings também disse que os clientes muitas vezes insistem em usar certas ferramentas. ?Assim como para tecnologias web, Franco disse que o mais difícil é criar app, especialmente quando ele depende de processos de negócio complexo, o mais provável, então, é que seja um aplicativo web?.
Aplicativos móveis fazem muito sentido aos negócios, particularmente quando estão apenas apresentando dados do sistema interno.

3.Pergunte sobre manutenção: Franco e Geerlings observaram que os clientes com frequência pensam em app como compras de mídia, em vez de projetos que requerem manutenção em longo prazo. E isso pode apresentar problemas porque os usuários de apps esperam que eles sejam mantidos e atualizados.
?Não existem muitas organizações pensando em um ecossistema, ao invés de um aplicativo?, revelou Franco. ?Nossos clientes continuam tentando se livrar do paradigma, que esses aplicativos são verdes e devem ser apoiados?, disse Geerlings.

4.Pergunte como aplicativos podem colaborar com sua infraestrutura: Franco acredita que é importante que as companhias entendam com frequência que o que querem não é um app as a service. Embora algumas vezes o servidor em nuvem seja necessário. Mas disse que, em sua firma, os clientes muitas vezes não podem mover a infraestrutura interna para a nuvem. ?A cloud é geralmente para aplicações independentes que não estão amarradas?, revelou. ?Companhias precisam pensar em apps como se fossem extensões de sua infraestrutura, ao invés de projetos distintos?, sugeriu.

5. Pergunte mesmo que pareça simples: Franco finaliza com o conselho de desenvolver software como se fosse para a sua mãe, afinal ?a era dos geeks acabou?, disse. ?Softwares são desenvolvidos para serem usados por usuários poderosos?. Obrigada ao Ipad, da Apple e a consumerização de TI, usuários novatos estão definindo as expectativas para a experiência do usuário.
Softwares simples são fáceis de imaginar, mas Franco insiste que é difícil criar. ?O espaço entre pessoas que fazem isso bem e os que fazem mal vai aumentar?, disse. Se ao menos houvesse um aplicativo para isso.

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