O ano de 2016 registrou um assustador aumento de 400% em ciberataques via smartphones, segundo dados da empresa de segurança digital Trend Micro. É preciso apenas um clique em um link malicioso, ou em um SMS, para acionar um download de malware em um telefone desprotegido que poderia roubar as informações pessoais de um usuário. As crianças, claro, também estão em perigo.
Atualmente, laptops e dispositivos móveis estão disponíveis desde muito cedo na vida das crianças. Por isso, a necessidade de conscientizar as crianças e adolescentes de como usá-los de forma responsável e garantir que eles estejam protegidos contra ameaças on-line.
Da mesma maneira que as crianças são ensinadas a atravessar a rua de forma segura e a não conversar com estranhos, o mesmo deve ser feito no ambiente digital. Para minimizar os perigos, a Trend Micro listou alguns pontos principais que podem ajudar a iniciar esta conversa.
Pesquisas online são a porta de entrada para a maioria das ameaças. Explicar a importância de pensar duas vezes antes de clicar em qualquer link, já é um começo. Muitos endereços eletrônicos podem conter malware ou conteúdos inapropriados;
Certifique-se de que as configurações de privacidade e segurança estejam ativas. Ensine-os que mesmo quando uma mensagem possa parecer vir de um amigo, ela pode ser falsa e um cibercriminoso pode estar do outro lado. O ciberbullying é também outro aspecto que deve ser conversado: mostre a eles que, caso sofram bullying nas redes sociais, eles podem se abrir e contar com o apoio dos pais.
Ofertas especiais demais, mesmo que anunciadas por canal legítimo devem ser foco de alerta. Ameaças da Internet podem facilmente se tornar reais caso as crianças e adolescentes estejam desprevenidas.
Fazer o download de aplicativos são um caminho fácil para ameaças se instalarem nos dispositivos móveis de seus filhos. Compre apenas aplicativos de lojas oficiais. Além disso, esta funcionalidade pode ser bloqueada com controles baseados em senhas para que os pais escolham quais apps serão baixados. O recurso nomeado “kid mode” pode ser bastante útil — com uma camada que limita o acesso do que a criança pode ver ou usar.
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