Levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) mostra que 35% dos empresários utilizam algum tipo de tecnologia para aumentar as vendas. Custos e contratação de funcionários capacitados, porém, ainda são os principais desafios para implementação de tecnologias nas empresas.
Entre os entrevistados, 10% afirmam que anunciam seus produtos em marketplaces, sites que permitem a negociação online entre lojistas e público final, como Mercado Livre e OLX, e 9% fazem uso de novas tecnologias de pagamento como Paypal e PagSeguro.
Já 8% afirmam que disponibilizam catálogos virtuais de informações que ajudam os clientes a conhecerem melhor os produtos, enquanto 8% utilizam softwares de gestão de vendas. Tecnologias mais inovadoras, como ferramentas de inteligência artificial (2%), QR Code (2%) e bot/assistentes virtuais (2%) são menos citadas e aparecem ao final.
“Mecanismos digitais mais sofisticados tendem a exigir maiores investimentos de implantação, operação e suporte. Em um contexto em que os empresários ainda se recuperam dos efeitos de uma recessão, é natural que priorizem tecnologias mais simples e de menor custo”, avalia a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.
A pesquisa revela que 49% dos empresários entrevistados também realizam ações ou campanhas de comunicação para aumentar as vendas e os três canais mais utilizados são digitais: perfil nas redes sociais (60%), mensagens pelo WhatsApp (40%) e internet (27%).
Entre os principais desafios que as empresas enfrentam para implementação de tecnologias no dia a dia estão os custos (45%), encontrar funcionários capacitados (31%), ter tempo para buscar as novidades (17%) e ter tempo para acompanhar o uso no dia a dia (17%).
“Em um cenário dinâmico e com um consumidor cada vez mais exigente, acompanhar as mudanças tecnológicas não é mais um diferencial sobre a concorrência; se tornou uma questão de sobrevivência, inclusive para o pequeno empreendedor”, afirma presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro. “Estas novas estratégias digitais devem estar presentes no planejamento das empresas, sejam micro ou grandes negócios”, disse.
Cerca de 39% das empresas que realizam ações pagas na internet possuem estratégia de marketing digital: realizada pelo próprio empresário (22%), por agentes freelancers (6%), por profissional ou equipe (6%) e por agência digital (5%). A maior parte dos que fazem campanhas para as vendas (52%) mensura os resultados das atividades.
De acordo com os dados, as campanhas de comunicação em meios digitais foram mais bem-sucedidas em vendas que as tradicionais: segundo os empresários que utilizaram cada um dos canais de comunicação, as ações que trouxeram melhores resultados nos últimos seis meses foram nas redes sociais (66%) e internet (59%); ações tradicionais em jornais e o envio de e-mails tiveram participação de 18% e 21%, respectivamente.
Entre os entrevistados que disseram realizar ações pagas na internet, metade (49%) afirma investir mensalmente e 34% não possuem regularidade. O investimento mensal médio das empresas com internet e tecnologia para promoção de vendas é de R$ 679,72.
Os meios que os empresários mais costumam investir online para aumentar as vendas são anúncios pagos nas redes sociais (59%), anúncios em links patrocinados em sites de buscas como Google/Yahoo (24%) e envio de mensagens pagas pelo WhatsApp (16%).
Os principais benefícios percebidos com o uso de ações pagas na internet são o aumento do faturamento (52%), vitrine do negócio (40%) e maior visibilidade para a empresa (39%).
A grande maioria dos entrevistados (91%) concorda que o uso da tecnologia traz benefícios para a empresa, principalmente o aumento das vendas (59%), melhorias no atendimento ao cliente (45%) e maior satisfação do cliente (42%). Entre os que não utilizam ferramentas de tecnologia especificamente para aumentar as vendas, os principais motivos são: não achar necessário no momento (37%), não ter dinheiro (15%), não saber o que existe e onde buscar informações (15%) e não considerar um bom custo/benefício (15%).
Com o objetivo de utilizar a tecnologia para economizar na rotina do dia a dia da empresa, os principais programas e/ou serviços online utilizados são: ligações por WhatsApp, Facetime ou Skype (35%) e a venda de produtos novos/usados em marketplaces/sites de negócio (10%). Outros 47% nunca utilizaram nenhum deles com essa finalidade.
De acordo com os entrevistados, os meios de contato mais utilizados para se relacionar com clientes no dia a dia são WhatsApp (71%), redes sociais (60%) e telefone/telemarketing (33%). Entre as empresas que utilizam algum meio de comunicação com esse fim, o tempo médio de retorno para pedidos, reclamações ou sugestões é de 1,3 dias úteis.
Nove em cada dez entrevistados que usam aplicativos consideram o WhatsApp importante ou muito importante como opção de comunicação com os clientes (90%) e as principais maneiras de utilização dessa ferramenta são esclarecimento de dúvidas dos clientes (57%), mostrar novos produtos e serviços (50%) e envio de ofertas promocionais (45%).
Mais da metade dos empresários que usam a ferramenta (56%) enviam mensagens semanalmente e 70% já realizaram vendas pelo app, principalmente por considerarem que é mais fácil e rápido (39%) e porque o cliente gosta da conveniência e agilidade (37%).
Entre os que não usam, os principais motivos são preferir conversar com pessoalmente (36%), conversar por telefone (18%) e porque nem todos os clientes têm o aplicativo (10%).
Considerando as empresas que possuem perfil nas redes sociais, 92% possuem Facebook e 50% Instagram. Outras redes como Google Plus, Twitter, YouTube e LinkedIn têm pouca representatividade, todos com menos de 3% de presença nas micro e pequenas empresas.
Em média postam até 2,5 vezes por semana em suas redes e os tipos de conteúdo publicados são informações sobre produtos e serviços (72%), promoções (54%) e dicas diversas (24%). Quatro em cada dez (36%) empresários afirmam que percebem que os seus clientes interagem com sua empresa com muita frequência nas redes sociais.
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