Em um mundo globalizado, alcançar mercados internacionais é o desejo de muitos empreendedores ambiciosos. Dados do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio apontam que desde 2013 o montante de produtos exportados por pequenas empresas brasileiras tem crescido, sendo que em 2016, esse número atingiu a marca de US$ 2,2 bilhões. O que representa um aumento de 10% em relação ao ano anterior.
Os dados animam os empreendedores que querem vender seus produtos fora do País. Mas para ser bem-sucedido nessa façanha, é preciso seguir alguns passos importantes, do planejamento à busca de financiamento.
Pensando nisso, a Desenvolve SP, agência de fomento paulista, preparou uma lista com algumas dicas para o empreendedor que deseja internacionalizar seu negócio.
O primeiro passo para vender produtos ou prestar serviços em outros países é entender qual a demanda naquele mercado específico e o perfil das empresas nativas. É importante que o empresário saiba quais suas vantagens competitivas, sejam elas em preço ou tecnologia.
Se a empresa não se destacar, e oferecer algum diferencial, em relação as que já existem naquela região, pode não ser boa ideia exportar. Também se deve considerar que os custos da venda ao exterior, como frete e impostos, são de alguma forma repassados ao consumidor.
Não é só a qualidade do produto que conta para se tornar uma empresa exportadora. Muitos empresários esquecem que o fator cultural é muito importante para ter sucesso.
É famoso o caso do Boticário, no início dos anos 1990, que pensou vender seus produtos em Portugal seria fácil pelo fato de falarmos o mesmo idioma. No entanto, os responsáveis pelo projeto não levaram em conta que o mercado português de cosméticos tem outras preferências de fragrâncias e cores.
Ou seja, pesquisar o tipo de comportamento, gostos e preferências do mercado pretendido é ainda mais importante na hora de exportar o produto.
É comum bancos e agências de fomento disporem de linhas de financiamento exclusivas para empresas que desejam exportar seus produtos.
A Desenvolve SP, por exemplo, é uma dessas instituições. Em parceria com o BNDES, a agência de fomento oferece uma linha de crédito para produção de exportáveis, desde máquinas e insumos até bens de consumo não durável.
O crédito financia até 80% do valor do compromisso de exportação, sendo que pequenas empresas podem contar com os fundos garantidores da Desenvolve SP. As condições do empréstimo compreendem na taxa de juros de até 1,36% ao mês (+ 0,65% da TLP), 36 meses para pagar e carência de até 12 meses.
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