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10 melhores práticas de marketing digital no Linkedin para empresas

Nos últimos meses, volumes crescentes de empresas têm procurado as
suas agências online para montar planos de presença no Linkedin,
partindo do princípio de que, por ser uma rede mais “profissional”, ela
inclui uma parcela mais “premium” de usuários.

Quase sempre, o argumento presente nos briefings compara o Linkedin
com o Facebook, deixando claro que, enquanto a segunda é uma rede mais
voltada para relacionamentos pessoais, é a primeira que deve concentrar
pessoas mais propensas a fazer negócio.

Muito embora o Linkedin seja, de fato, uma rede social com foco mais
profissional, isso não significa que ela substitua o Facebook em uma
estratégia de relacionamento. Antes de traçar qualquer estratégia,
aliás, é importante observar os seguintes dados:

  1. De acordo com estudo da M. Sense, dos 95% de usuários brasileiros
    que acessaram ao menos uma rede social nos últimos 30 dias, 86%
    acessaram o Facebook e apenas 22% o Linkedin.
  2. O mesmo estudo aponta que 72% dos usuários acessa o Facebook diariamente – número que cai para 28% no caso do Linkedin.

O que isso nos diz?
De imediato, que, muito provavelmente, o usuário que está no Linkedin é o
mesmo que está no Facebook – com a diferença de que ele passa mais
tempo e mais vezes ao dia na segunda (e mais popular) rede. Localizar a
pessoa certa para fazer negócios, portanto, passa a ser uma tarefa mais
de segmentação do que de seleção entre uma ou outra mídia.

O Linkedin é um investimento desnecessário?
De forma alguma. Muito embora seja consideravelmente mais fácil e rápido
estruturar uma presença robusta no Facebook (com mídia barata e
abundância de usuários e agências especializadas), um relacionamento
formado a partir do Linkedin tem vantagens que podem (e devem) ser
exploradas por negócios de todos os portes.

Em primeiro lugar, porque conquistar um lugar ao sol no Linkedin é
resultado de um esforço maior, que envolve uma participação em grupos e threads
de discussão muito mais intensas (quantitativa e qualitativamente). O
usuário reconhece isso e, por consequência, inaugura uma relação com a
empresa pautada por mais confiança, credibilidade e empatia.

Em segundo lugar, porque o acesso a qualquer rede depende sempre da
motivação do usuário. Enquanto redes como o Facebook, Twitter e outras
podem envolver uma vasta gama de motivações, o Linkedin efetivamente
gira em torno de um único propósito: enriquecer relações profissionais.

Isso posto, quais as melhores práticas e técnicas para se atuar nessa
rede que tem se destacado, em parte, justamente por ser tão diferente
das demais?

10 melhores práticas para o Linkedin

1) Monte uma página corporativa
Nem todas as empresas tem, mas uma página corporativa é fundamental para
que se consiga “institucionalizar” a presença de uma marca nessa rede e
deixar claros os seus propósitos. Em paralelo, a página da corporativa
permitirá que você reúna, no mesmo ambiente, todos os funcionários da
empresa – potencializando de maneira significativa o poder colaborativo
de formação de marca a partir do envolvimento natural de todos.

Se uma empresa é resultado da soma de seus colaboradores, esse é o melhor ambiente para defini-la bem para todo o mundo.

2) Transforme sua página em um “hub corporativo”
A página da empresa (e do próprio perfil profissional, aliás) pode
servir como uma espécie de hub de informações – uma central a partir da
qual os usuários poderão ser direcionados a diferentes plataformas de
acordo com as suas demandas de relacionamento. O canal de atendimento da
empresa tem um endereço próprio? Deixe isso público. Há uma ambiente no
Slideshare que reúna apresentações e whitepapers técnicos? Deixe isso
claro. Quanto mais a página corporativa for trabalhada como uma central
da empresa, mais utilidade ela terá para os seus visitantes.

3) Participe de grupos de discussão
Toda empresa é, obviamente, especializada em alguma coisa (seja um tipo
de  produto ou uma gama de serviços). Assim, localizar grupos que
debatam um determinado tópico no qual a sua empresa é especializada e
participar dele é um caminho perfeito para fazer o marketing necessário
para atrair públicos mais exigentes.

Cabe um alerta aqui: discussões em grupos no Linkedin costumam ser
muito mais aprofundadas do que em outras redes, o que significa que
dificilmente uma agência online conseguirá desempenhar esse papel como
“ghost-writer”. É a própria empresa quem deve eleger um ou mais
representantes dentro de seus quadros para participar de forma ativa e
construtiva.

4) Responda a usuários
Por meio das Perguntas e Respostas, muitos usuários postam questões que
ficam abertas a todo e qualquer perfil. É fácil detectar quais as
perguntas que mais tenham a ver com o seu negócio, respondendo-as de
maneira pro-ativa. Ao fazer isso, consegue-se iniciar um relacionamento
diretamente a partir de uma ajuda concreta dada diretamente ao seu
público-alvo.

No mínimo, isso é certamente mais eficaz do que fazer qualquer tipo de propaganda.

5) Pergunte aos usuários
Se você quer que usuários se envolvam com a sua marca, então dê a eles
ferramentas para isso. Se há um novo projeto no qual a empresa estiver
trabalhando, há também a oportunidade perfeita para pedir a colaboração
da sua rede, seja por meio de perguntas mais abertas ou por enquetes
montadas na própria página.

6) Atualize seu status
Ter um status atualizado, da mesma forma que no Twitter ou Facebook, é
essencial para que o seu perfil esteja sempre “fresco” e aparecendo para
a sua base de seguidores.

Mas nunca é demais relembrar que o Linkedin é uma rede essencialmente
profissional – e que deve-se postar nela apenas informações
profissionalmente pertinentes. Quer compartilhar uma foto de seu filho
recém nascido? Faça isso em outro lugar.

7) Mantenha o seu perfil sempre completo e “vendedor”
Quanto mais informações estiverem presentes em um perfil, mais completo
ele será – e mais fácil será para outros usuários se conectarem a você.
Mas atenção: isso não significa que você deva montar textos prolixos e
intermináveis. Informação completa nunca deve ser entendida como
sinônimo de perfis desnecessariamente longos.

8) Crie buscas salvas
No Linkedin, é possível salvar buscas com filtros que determinam
exatamente o perfil de profissional que você busca como cliente. Fazendo
isso, o próprio Linkedin te notificará sempre que alguém que tenha
essas características entrar em sua rede estendida, permitindo uma
atuação mais direta e quase cirúrgica de marketing.

Poucas empresas utilizam esse recurso, que pode ser um dos mais valiosos (e diferenciados) de toda a rede.

9) Explore os aplicativos
Como toda boa rede, o Linkedin tem aplicativos que podem ser bem úteis
para todos os negócios e perfis, permitindo uma melhor definição de
características e formas mais práticas de se compartilhar conhecimento.
Esses aplicativos podem ser utilizados para complementar de maneira
extremamente rica o seu perfil, deixando-o mais relevante para todos os
usuários (e despertando mais interesse e curiosidade).

10) Seja seletivo nas suas conexões
Diferentemente do Facebook (e da maioria das redes), as conexões feitas
no Linkedin são mais relevantes pela qualidade do que pela quantidade.
Afinal, é como já mencionado, a contratação de agências online como
“ghost writers” – algo comum em outras redes –  é algo mais complicado
aqui justamente pela necessidade de conhecimento especializado envolvido
nas interações.

Isso significa também que você precisará dispor de tempo para
responder e interagir de maneira direta com as suas conexões. E, se sair
criando conexões com milhares e milhares de usuários, dificilmente
conseguirá estar presente de forma efetiva para todos. A regra é
simples: quanto mais selecionada a dedo for a sua rede, mais atenção
você conseguirá dar a ela – e, consequentemente,  maior será o seu
potencial de geração de negócios.

Ou seja…
Como toda rede social, o Linkedin é um ambiente feito para se
socializar, mesmo que envolvendo um estilo mais corporativo. O mais
difícil em utilizá-lo é justamente entender a necessidade de se quebrar
alguns paradigmas – como privilegiar a qualidade das conexões (muitas
vezes em detrimento da quantidade) e participar ativamente (ao invés de
contratar agências que façam isso por você).

Ainda assim, estar presente lá é uma maneira diferenciada e
extremamente efetiva de marcar para o seu público-alvo que você
realmente é especializado, na prática, em tudo o que você tanto diz ser
em seus discursos comerciais.

E essa comprovação de saber sempre será algo muito, muito valioso.

 

(*) Ricardo Almeida é Diretor-Presidente do Clube de Autores, especialista em planejamento e gestão de projetos digitais

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